quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Embrapa e empresa da Índia fazem acordo de R$ 100 mi para pesquisa em leguminosas

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a multinacional indiana UPL assinaram acordo de cooperação para pesquisa em leguminosas de grãos (pulses), como lentilha e grão de bico. O anúncio foi feito pelo ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), que está em missão oficial ao país asiático. A UPL planeja investir US$ 100 milhões no desenvolvimento e produção de pulses no Brasil para exportar ao mercado indiano.

Segundo o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, que integra comitiva liderada por Blairo, a demanda da Índia por esses produtos está crescendo de forma expressiva. A projeção é que possa chegar a 30 milhões de toneladas por ano até 2030. A cooperação foi anunciada durante encontro do ministro da Agricultura com diretores da UPL.

O acordo prevê um custo inicial de R$ 100 mil para que a Embrapa possa importar e avaliar o grau de adaptação do material. Esse recurso será transferido pela UPL à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A visita à Índia é a última etapa da missão do ministro Blairo a sete países asiáticos. Ele também já esteve na China, Coréia do Sul, Tailândia, Mayanmar, Vietnã e Malásia. Fonte: Site da Embrapa

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Codevasf ajuda famílias do semiárido mineiro a superarem efeitos da seca

Mais de 150 mil famílias de produtores rurais no semiárido mineiro do Vale do São Francisco foram estruturadas pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) para melhor enfrentarem os efeitos das estiagens prolongadas. Tratores, carretas, grades aradoras, roçadeiras, distribuidores de calcário, ensiladeiras, plantadeiras, colheitadeiras, guinchos, tanques de resfriamento e caminhões estão incrementando e otimizando a capacidade produtiva das famílias, que, assim, têm renda garantida para superar as adversidades impostas pela seca.
 
No total, foram investidos mais de R$ 15 milhões, recursos do Orçamento Geral da União oriundos de emendas parlamentares. A ação está atendendo a mais de 200 associações comunitárias de produtores familiares em 60 municípios do semiárido mineiro com situação de calamidade decretada pela Defesa Civil.
 
“A vida da nossa comunidade está mudando”, garante Josias da Silva, residente da Associação Comunitária de Tapera, município de Pintópolis. A comunidade tem aproximadamente 300 pessoas e uma economia basicamente voltada para a agricultura familiar, com produção da farinha de mandioca, feijão milho, cana e uma incipiente pecuária leiteira. De acordo com Silva, até o final deste mês de agosto, eles começam a preparar a terra, esperando as chuvas para o plantio.
 
Já o presidente da Associação dos Trabalhadores Rurais e Sem Terra do Projeto de Assentamento Boa Esperança, do município de Bocaiúva, José Calazans da Silva, observa que, além dos produtores do assentamento, outras quatro comunidades vizinhas terão acesso ao maquinário, ampliando para mais de 100 o número de famílias beneficiadas na região.
 
“Com essa ação, a Codevasf está proporcionando melhores condições e qualidade de vida a milhares de pessoas que vivem na área rural, com um aumento significativo da área cultivada pela agricultura familiar e, consequentemente, o aumento da renda – um papel importante no combate a desigualdade social e a pobreza no meio rural”, assinala Rodrigo Rodrigues, superintendente da Codevasf em Minas Gerais, cuja sede fica em Montes Claros. “Esta ação da Codevasf permite ao produtor realizar o preparo do solo em tempo hábil de aproveitar o curto período das chuvas”, acrescenta. Fonte: Assessoria de Comunicação da Codevasf.  

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Agricultores deverão apostar mais em milho do que na soja nesta safra


A safra de grãos 16/17 deverá ter um aumento no plantio de soja e de milho, de acordo com previsão da consultoria Céleres.  O milho deverá ter um aumento maior que a soja na área plantada, devido a projeções de melhores preços.  


Segundo o levantamento, a área com soja no Brasil crescerá 2,6% passando para 33,8 milhões de hectares. A produção está estimada em 102,9 milhões de toneladas, alta de 5,3%. 

O milho deve ser plantado em 6,4 milhões de hectares na safra do verão e 11,3 milhões na safrinha, com crescimento de 13% e 8,5%, respectivamente. (Foto Embrapa Milho e Sorgo)

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Portal traz mais informações sobre Código Florestal

Desde final de julho, o agricultor brasileiro tem acesso a um site que permite entender melhor a Lei de Proteção da Vegetação Nativa, também conhecida como o Novo Código Florestal, homologado em 2012.

Além de esclarecer as mudanças no código florestal anterior, a plataforma apresenta estratégias de recuperação de áreas desmatadas, sementes para plantio para cada região e soluções tecnológicas já existentes para melhorar a manutenção ou expansão de áreas florestais recuperadas.
Lançada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e o Serviço Florestal Brasileiro, a plataforma reúne também informações sobre boas práticas agrícolas.  Para acessar o portal basta clicar aqui

 Fonte: Portal Brasil 

terça-feira, 14 de junho de 2016

Área de plantio de girassol sofre queda de 50% em Uberlândia-MG

Foto: Cleiton Borges/Correio de Uberlândia
O girassol figura entre as lavouras plantadas em Uberlândia, desde 2014, usado, exclusivamente, para rotação de culturas. O otimismo inicial dos produtores, devido ao bom resultado naquele ano, fez com que a área destinada ao plantio da leguminosa passasse de 1,7 mil a 4 mil hectares em 2015, mas a expectativa foi frustrada, quando as lavouras foram acometidas por um fungo, chamado oídio, e pelo excesso de chuvas.

O resultado foi uma queda de 50% na área de produção de girassol na cidade e região em 2016. Mesmo com redução da área de 4 mil para 2 mil hectares, a expectativa dos produtores de Uberlândia para 2016 não é positiva. Dessa vez, o problema passou do excesso para o escasso volume de chuvas entre fevereiro e março deste ano, no período de germinação do girassol.

O produtor Victor Ferreira, do distrito de Tapuirama, investiu em 550 hectares no girassol e estima colher 18 sacas/ha neste ano, nove a menos do que em 2015, quando destinou a mesma área à cultura. “Colhíamos as safras de milho e soja no verão e as áreas ficavam livres, até o próximo verão. Foi quando, em 2014, vimos a oportunidade de fazer a rotação de culturas e aproveitar o solo para produzir girassol durante a safrinha”, disse

Mesmo assim, os produtores esperam lucrar na negociação. Toda a produção de girassol da região do Triângulo Mineiro Norte é destinada à indústria de óleo e biodiesel. Do ano passado para este, a área dedicada ao plantio da leguminosa na propriedade de Lucídio Silvani, no distrito de Tapuirama, caiu de 900 a 200 ha. “Pelas chuvas do ano, espero colher, no máximo, 50% da produção, mas ganhar no preço. A negociação está melhor do que em 2015, passou de R$ 53 a R$ 65 a saca”, afirmou Lucídio Silvani.

Germinação
Segundo o coordenador técnico regional da Emater, Ademar Franco, o girassol precisa de chuvas na germinação, floração e enchimento de grãos, senão, tem comprometido no desenvolvimento vegetativo da planta. A previsão de produtividade média das lavouras de girassol de Uberlândia para este ano é de 33,3 sacas/ha, segundo dados da Emater. A colheita está prevista para o mês que vem. Fonte: Correio de Uberlândia 

quarta-feira, 11 de maio de 2016

IBGE prevê safra de grãos 1,9% menor que a de 2015

quarta estimativa de 2016 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas totalizou 205,4 milhões de toneladas, 1,9% inferior à obtida em 2015, que foi de 209,4 milhões de toneladas. A estimativa da área a ser colhida é de 58,5 milhões de hectares, apresentando acréscimo de 1,6% frente à área colhida em 2015, de 57,6 milhões de hectares.

Em comparação à informação de março, a produção variou negativamente 2,2% e a área aumentou 0,3%. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 92,9% da estimativa da produção e responderam por 87,1% da área a ser colhida. 

Em relação ao ano anterior, houve acréscimo de 2,9% na área da soja e de 2,9% na área do milho, na área de arroz houve redução de 7,7%. No que se refere à produção, houve aumento de 1,3% para a soja e reduções de 7,6% para o arroz e de 5,0% para o milho. Com informações do site do IBGE.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Jovens de 23 estados discutem políticas públicas e permanência no campo

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) iniciou hoje (23) a Oficina de Diálogos do Plano Nacional de Juventude e Sucessão Rural. O encontro, que reúne jovens de 23 estados, fará debates sobre os desafios para a permanência dos jovens no campo e a inserção da juventude rural nas políticas públicas. O evento vai até a quinta-feira (25) e discutirá ainda as pautas propostas na conferência nacional.

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, afirmou que um dos principais objetivos é a permanência dos jovens no campo. “Um dos nossos objetivos é tornar o campo mais atrativo para que os jovens permaneçam. Queremos criar condições para que eles fiquem, preservando vínculos, valores familiares, comunitário, produzindo alimentos saudáveis para garantir a segurança alimentar de toda população brasileira. Queremos também contribuir para o equilíbrio entre uma agricultura produtiva e a preservação do meio ambiente”.

Para o representante do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura, Hernan Chiriboga, a oficina é importante para o empoderamento dos jovens e para tornar o setor mais atrativo. Precisamos treinar jovens líderes, jovens empoderados, que façam a diferença. Precisamos tornar o setor rural mais atrativo à juventude. Queremos criar oportunidades. O setor muda muito rápido e é nossa obrigação dar as condições necessárias para que eles permaneçam”, afirmou.

As oficinas buscam a integração do setor rural com o urbano e a discussão de políticas públicas para garantir a fixação desses jovens no campo. O MDA tem buscado parcerias com outras pastas para oferecer melhor qualidade de ensino e de vida aos jovens, um projeto de desenvolvimento que busque o equilíbrio nas dimensões cultural, ambiental e de valores.

A oficina contará com a participação de pesquisadores, gestores estaduais e representantes de órgãos federais vinculados às pautas do desenvolvimento rural e da juventude. Conteúdo (texto e foto) da Agência Brasil

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Novo cálculo facilita semeadura de forrageiras em consórcio

A população ideal de forrageiras no cultivo consorciado de milho braquiária é um dos principais fatores para o sucesso do cultivo no Sul do Mato Grosso do Sul e Oeste do Paraná. Pesquisas da Embrapa Agropecuária Oeste revelaram que a quantidade de sementes de forrageiras utilizadas nas lavouras tem sido maior do que a quantidade necessária, prejudicando o desenvolvimento das plantas consorciadas.
O uso do cálculo da taxa de semeadura ideal de forrageiras em produção consociada de milho com braquiária possibilita redução no custo de  produção, contribuindo para o estabelecimento da população adequada de forrageiras e impactando positivamente os resultados esperados.
A utilização de sementes forrageiras em maior quantidade do que o necessário, faz com que o excesso da população de braquiária prejudique o milho. Essa prática pode estar associada as formas de beneficiamento das sementes que reduziam a taxa de germinação e o vigor, que afetava negativamente o estabelecimento das pastagens. Devido a isto, o plantio precisava ser efetuado com maior quantidade de sementes para que a população final almejada fosse alcançada.
Com a evolução no uso de tecnologias no beneficiamento de sementes que eliminam a maior parte das impurezas que acompanham o lote de sementes transformou esse cenário. A legislação brasileira estabelece valores mínimos de "Pureza" e de "Germinação", sendo ambos os componentes que determinam o "Valor Cultural", ou seja, o VC de um lote de sementes. Enquanto a "Pureza" está relacionada à porcentagem da espécie de interesse no lote, na amostra para análise, a "Germinação" indica a porcentagem dessas sementes puras que germinam e originam plântulas normais.
O engenheiro agrônomo da Embrapa Agropecuária Oeste, Gessi Ceccon, exemplifica a importância destas características da seguinte forma: um lote com VC= 50% significa que em cada embalagem de 10 kg de sementes, somente 5 kg são de sementes que poderão originar plântulas. As demais sementes do lote não terão sucesso no estabelecimento.
Para auxiliar os produtores na hora de calcular a quantidade de sementes necessárias, ou seja, fazer o cálculo da taxa de semeadura das forrageiras, tanto em cultivo solteiro quanto em consórcio com milho, é preciso identificar qual a população desejada de plantas.
Tendo esse objetivo em mente, Gessi aliou sua experiência de anos de dedicação ao trabalho com o consórcio milho braquiária ao seu potencial criativo e desenvolveu uma equação matemática inovadora que estabelece a taxa de semeadura ideal para uma lavoura consorciada de milho com braquiária. A fórmula tem a finalidade de definir a quantidade de sementes a ser utilizada para que haja o estabelecimento de densidade adequada de plantas nas lavouras que utilizam o consórcio milho-braquiária, considerando os parâmetros de pureza e de germinação do lote de sementes adquirido pelo produtor. Por meio desse cálculo, o produtor poderá evitar excesso ou falta de pastagens, aumentando a garantia de sucesso do plantio, reduzindo prejuízos financeiros, evitando retrabalho e contribuindo com a adoção e/ou expansão do sistema de produção consorciada.
Segundo Gessi, esse cálculo pode ser utilizado em dois momentos: na compra das sementes, junto ao vendedor, para saber quanto de sementes deverá ser adquirida para a lavoura; e no momento da semeadura, para ajustar a população desejada de plantas.
"De modo geral, o parâmetro utilizado para comercialização de sementes de forrageiras é o Valor Cultural (VC) e, para a semeadura, tem sido utilizado o número de sementes puras viáveis (SPV) ou pontos de VC. No entanto, esses dois parâmetros consideram apenas a relação entre pureza e germinação das sementes, com base apenas na sua viabilidade, que é informada pelo teste de tetrazólio. Esses critérios não consideram o vigor das sementes, que representa a capacidade das sementes germinarem em condições de campo e se transformarem em plantas", explica Gessi.
 "A tecnologia envolvida na produção de sementes de forrageiras proporcionou mudanças positivas que culminaram na melhoria da qualidade das sementes comercializadas. Assim, a quantidade de sementes que se utilizava anteriormente não é mais necessária. Ou seja, quanto maior a qualidade da semente menor deverá ser a sua quantidade. Hoje, o produtor precisa levar em consideração tanto a qualidade da semente que será comprada quanto a população desejada de plantas, especialmente quando estiver trabalhando com consórcio de milho com braquiária", esclarece Gessi.
Segundo ele, outro fator desconsiderado é a quantidade de sementes por unidade de peso (peso de mil sementes), que também deve ser considerado no estabelecimento de plantas, a fim de evitar comparações desiguais entre espécies com diferentes quantidades de sementes por unidade de massa.
Com isso, a quantidade aproximada de sementes necessária para ajustar a população desejada de plantas da forrageira, pode ser obtida com a seguinte equação:
      Taxa (kg/ha) =
POP x PMS
      VCG
em que:
POP é a população desejada de plantas por metro quadrado;
PMS é o peso de mil sementes da forrageira; e
VCG é o valor cultural de germinação (%), obtido em areia ou em solo semelhante ao que será utilizado na semeadura.
A taxa será em quilogramas (Kg) de sementes comerciais por hectare. Exemplificando: para semeadura de um hectare de B. ruziziensis, com população de 10 plantas por metro quadrado; peso de mil sementes de 5,55 gramas e valor cultural de germinação de 60%, seriam necessários:
Taxa =
      10 x 5,5
=
      55
=
0,916 quilogramas (Kg) por hectare
            60
      60

Para o encarregado do Departamento Técnico da Coamo, de Dourados/MS, Fernando Mignoso, o cálculo da taxa de semeadura de forrageiras em produção consorciada contribui positivamente com o sistema. Segundo ele, alguns produtores ainda não conseguem semear a quantidade adequada de sementes, devido ao sistema operacional utilizado, pois algumas plantadeiras não apresentam possibilidade de regular a distribuição das sementes, porém os produtores que utilizam equipamento para plantio de trigo, por exemplo, já estão sendo beneficiados pelo cálculo. "O sistema aporta muita palha a lavoura, o que apresenta inúmeros benefícios, inclusive, para a safra posterior", ressaltou.
Qualidade das sementes -   No momento da escolha do tipo de semente que deverá ser utilizada para a produção de forrageiras, o produtor deve avaliar a qualidade, qual o perfil da propriedade rural e as necessidades de produtividade. Segundo Gessi, trabalhar com uma planta não adequada a um solo mais exigente, por exemplo, pode acarretar em prejuízos e demandar uma quantidade maior de adubos.
O uso de sementes revestidas surgiu com o objetivo de aumentar o peso das sementes forrageiras para facilitar sua plantabilidade, pois originalmente são leves e se dispersam com facilidade. Atualmente, as sementes revestidas contribuíram com a elevação dos níveis de pureza das mesmas e, por meio dessa tecnologia, as espécies forrageiras utilizam o mesmo maquinário disponível para as grandes culturas. "Essas sementes passam por processos de tratamento prévio com fungicidas, inseticidas, macro e micronutrientes, promotores de crescimento e inoculantes. Isso proporciona proteção e segurança para o estabelecimento de pastagens", explica Gessi.
Segundo ele, alguns produtores ainda enfrentam resistência na hora de comprar uma semente revestida devido ao valor mais elevado, demandando maior investimento nessa compra. Mas, com o uso do cálculo de taxa de semeadura em que a quantidade de sementes será ajustada à necessidade da lavoura e seus objetivos, o produtor vai demandar uma quantidade menor de sementes, o que torna a compra de sementes com alto grau de tecnologia plausível, mesmo que ela tenha preço mais elevado por quilo.
"O Brasil possui o maior plantel comercial de bovinos do mundo, com mais de 200 milhões de animais e a maior área de pastagens do planeta. Cerca de 80% das pastagens está com algum grau de degradação. A escolha da semente de forrageira adequada e de qualidade pode contribuir com a redução dessa degradação", explica Gessi. E acrescenta que o processo tem início com a seleção da variedade de forrageiras que será utilizada, que deve levar em consideração a condição de solo, clima, adubação, irrigação e objetivo do cultivo (palhada ou alimentação de animais), dentre outros aspectos.
Consórcio Milho Braquiária - A semeadura de uma forrageira em lavoura da sucessão soja-milho safrinha, tem sido utilizada para formação de pastagem para alimentação de animais, principalmente na época da seca. Essa pastagem, quando semeada solteira após a colheita da soja, permite o pastejo de maio a setembro e, quando semeada em consórcio com milho safrinha, proporciona pastejo nos meses de agosto e setembro, justamente nos meses de menor oferta de pasto nos campos de pecuária.
Para apresentar informações aos produtores interessados em conhecer o Consórcio Milho-Braquiária, a Embrapa Agropecuária Oeste publicou recentemente uma Série Documentos, nº 131, intitulada "Implantação e manejo de forrageiras em consórcio com milho safrinha". O material estabelece procedimentos e dá dicas de manejo para êxito na produção consorciada. Dentre elas, adquirir sementes com garantia de germinação e com alto percentual de pureza, para evitar a contaminação da lavoura com plantas indesejáveis; semear com profundidade de 2 a 4 cm, onde ocorra a melhor germinação e realizar o controle das pragas iniciais, principalmente lagartas, que reduzem a população da forrageira.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Começa extração de azeite produzido pela Epamig no Sul de MG



Foto: Epamig
A extração de azeite de oliva extravirgem no Campo Experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em Maria da Fé, no Sul de Minas. Para a safra 2016, são esperadas cerca de 220 toneladas de azeitonas de diversas variedades, como Arbequina, Grappolo, Koroneiki, Maria da Fé e Ascolano. O volume de azeite processado por 12 extratoras na região deverá ser superior a 20 mil litros.


Segundo o presidente da Associação dos Olivicultores dos Contrafortes da Mantiqueira (Assoolive), Carlos Diniz, houve um aumento na área de cultivo, que é hoje cerca de 1,5 mil hectares, mas redução na frutificação por planta. "As chuvas no mês de setembro podem ter prejudicado a polinização e, consequentemente, a formação dos frutos", explica.


Outro fator climático que pode ter interferido no florescimento, segundo o presidente da Assoolive, foi a redução do período de temperaturas baixas. Para a próxima safra, a expectativa dos mais de 40 olivicultores associados é dobrar a produção.


Encontro - No dia 11 de março será realizado o 11º Dia de Campo de Olivicultura, no Campo Experimental da Epamig em Maria da Fé. O tradicional evento reúne pesquisadores, técnicos, olivicultores, empresários e interessados no setor. Nesta edição, serão apresentados resultados de estudos de polinização, plantio, manejo e conservação do solo para cultura de oliveira e pós-colheita da azeitona.


quarta-feira, 22 de julho de 2015

Desmatar o Cerrado é "fechar a torneira da água" , diz especialista

O jornal Valor Econômico não autoriza, mas diante da grande utilidade da matéria, vou publicá-la aqui na íntegra.  Por Daniela Chiaretti  

O Cerrado é fundamental para 8 das 12 bacias hidrográficas brasileiras, e desmatá-­lo pode significar "fechar a torneira da água", diz Mercedes Bustamante, uma das maiores especialistas no segundo maior bioma brasileiro, que já perdeu mais da metade da cobertura original e hoje produz emissões de gases ­estufa equivalentes às da Amazônia. "É uma floresta de cabeça para baixo", diz a professora de ecologia de ecossistemas e mudanças ambientais globais da Universidade de Brasília.

A bióloga estuda o Cerrado há 23 anos e diz que "toda decisão sobre o uso da terra é uma decisão sobre o uso de água". O produtor rural, em sua visão, não é apenas produtor de alimentos, mas deveria também ser gestor de florestas, de água e de solo. Por isso, o melhor seria dar ao Cerrado uma ocupação de solo diferenciada, com estratégias de conservação de "toda a paisagem". Mais que isso: os 80% de vegetação que a lei permite que sejam desmatados deveriam ser revistos. "Esse percentual foi definido em determinado contexto, há décadas, mas será que esse contexto se aplica hoje? Deixar só 20% de vegetação será suficiente com o clima em mutação?", questiona.

 "Se se quiser conservar o rio São Francisco, tem que se conservar os 48% de vegetação do Cerrado que ainda estão lá", ilustra. "Nessa discussão sobre crise hídrica ouvimos falar em grandes obras, em trazer água de lá pra cá, em reúso, mas a variável de uso da terra não entra no debate", surpreende­-se.

Mercedes diz que o Cerrado é a "caixa d' água" do Brasil e que a melhor estratégia de longo prazo para a crise hídrica seria reflorestar todas as margens de rios que abastecem as cidades. "Estamos com uma gestão de risco temerária", diz.

A seguir, os principais trechos da entrevista:

 Valor: Por que o Cerrado é importante?

Mercedes Bustamante: O Cerrado é um ambiente aparentemente tão delicado, que cresce em subsolos pobres, com oferta de água limitada ao período chuvoso e período seco intenso, e ainda assim abriga grande diversidade. Tem grande extensão geográfica e está distribuído no Brasil. Depois da Amazônia é o segundo maior bioma em extensão da América do Sul. Originalmente, cobria quase 25% do país. Faz transição com a Amazônia, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal. É um bioma que une todos os biomas brasileiros e tem papel importante na distribuição de recursos hídricos.

Valor: Por que se diz que é a caixa d'água do Brasil?

Mercedes: O Cerrado é uma floresta de cabeça para baixo. Se desenvolve em ambiente com solos pobres e profundos e com seca sazonal acentuada, suas plantas investem em colocar o carbono nas raízes. Em projeção conservadora, há uma quantidade de carbono em cima do solo e três vezes mais embaixo. A planta é muito maior embaixo da terra do que em cima.

 Valor: Como um iceberg?

Mercedes: Isso mesmo. Na floresta, a árvore só coloca 20% da biomassa embaixo do solo. Mas as plantas do Cerrado buscam formas de captar água e nutrientes, que são limitados. Durante a seca, o primeiro metro de solo seca completamente, mas as plantas continuam retirando água das camadas mais profundas, com suas raízes muito longas. Com a transpiração, libera a água que capta em forma de vapor, mesmo durante a seca. Bem diferente das pastagens, que têm raízes superficiais, não transpiram e cortam o fluxo de água de regiões mais profundas do solo para a atmosfera.

Valor: E com o desmatamento?

Mercedes: Quando se desmata Cerrado, perde-­se o que está na parte aérea, mas o estoque de carbono sob o solo é bem maior. No desmatamento, o carbono da parte aérea queima rápido, mas as raízes vão se decompondo ao longo do tempo e liberando carbono. Dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação mostram que as emissões do Cerrado se equivalem às da Amazônia.

Valor: Por que tem muita água sob o solo do Cerrado?

 Mercedes: Os solos do Cerrado são argilosos, com muita capacidade de retenção de água. Quando se joga água em um vaso com areia ela percola, mas quando se enche o vaso com argila, a água fica retida. Os solos do Cerrado, profundos e argilosos, são como esponjas que armazenam água da chuva. Quando vem a seca, a água vai para o lençol freático. A água superficial que vemos nas veredas é o lençol freático aflorando. Sim, tem muita água sob o Cerrado.

 Valor: Vereda é sinônimo de água?

 Mercedes: No Cerrado, sim. Veredas são áreas úmidas importantes para segurarem a água que aflora. Muitas das nascentes de cursos d' água importantes são áreas de veredas. A presença do buriti as caracteriza, além de espécies herbáceas que parecem capim. Quando se entra em uma vereda, sente­se o solo fofo, encharcado. Essa água depois canaliza e forma veios. O Cerrado tem uma importância hidrológica grande.

Valor: O que acontece na seca?

Mercedes: A seca começa em abril­maio e vai até outubro. A precipitação média no Cerrado é alta, em torno de 1.500 milímetros, mas 90% da chuva ocorre durante o período chuvoso. Imagine que o fornecimento de água de uma casa aconteça apenas quatro horas por dia. Quem não tem caixa d'água como faz no período em que não há fornecimento? No Cerrado é o mesmo. Há bom volume de água, mas concentrado em cinco meses. Os solos profundos e argilosos têm capacidade de reter água. No período seco, seca apenas a primeira camada, o resto, não. Veredas conservadas não secam completamente. Em 2014, foi o primeiro ano em que secou a nascente do São Francisco.

 Valor: Qual a conexão? 

Mercedes: A nascente do São Francisco está no Cerrado. O Brasil tem 12 regiões hidrográficas e o Cerrado contribui com recursos para 8 delas. Na bacia do São Francisco, o Cerrado é 48% da vegetação, mas esses 48% contribuem com quase 70% da água que vai para o rio. Para conservar o São Francisco, tem que se conservar os 48% de vegetação do Cerrado que ainda estão por lá.

Valor: Então, se desmatar muito o Cerrado corre­-se o risco...

Mercedes: É como se estivéssemos fechando a torneira da água. A bacia do Paraná, que abastece o Sul, e a do Araguaia­Tocantins nascem aqui. A nascente do São Francisco está na Serra da Canastra, em Minas. Quando se desmata o Cerrado, compromete-­se também a dinâmica hídrica do Pantanal. Hoje, o pessoal estuda as conexões com o que acontece na Amazônia, mas isso passa pelo Cerrado também. Toda decisão sobre o uso da terra é uma decisão sobre o uso de água. Temos que pensar que o território, a terra, o solo, é responsável por múltiplas funções. "Se se quiser conservar o rio São Francisco, tem que se conservar os 48% de Cerrado que ainda estão por lá"

Valor: Veredas são protegidas?

Mercedes: Sim, são Áreas de Proteção Permanente [APPs], mas a conservação tem que se dar em toda a paisagem. Se se desmata o entorno da vereda, ela não se mantém. Quando se faz a conversão de Cerrado para pastagem, costuma ocorrer erosão e compactação do solo. Isso modifica a dinâmica hídrica do solo. Máquinas sobre a terra e gado compactam o solo. Vem a chuva e ali não infiltra, vira um rio. Como a água sempre acha o caminho de menor resistência, se não consegue infiltrar e descer, irá fluir pela superfície. Não irá infiltrar e contribuir com a alimentação de rios, lagoas, veredas e represas. Ela flui pela superfície, vem a enxurrada, a erosão carrega sedimentos e isso segue para as represas, que perdem capacidade de estocar, porque chove menos e porque perderam profundidade.

 Valor: É como se jogássemos terra sobre as nascentes?

Mercedes: Sim. Por isso o Código Florestal tinha que ter foco múltiplo. Olhar para o uso da terra, não só para a produção de alimentos, mas também para a de água. Dessa forma teríamos uma ocupação do território diferenciada. Às vezes me surpreende, na discussão sobre crise hídrica, que falam em grandes obras, em trazer água de lá pra cá, em reúso da água, mas a variável de uso da terra não entra no debate. Uma obra de longo prazo seria reflorestar todas as áreas que abastecem as cidades.

Valor: Há sentido em se fazer a transposição do São Francisco?

Mercedes: Pois é. A transposição tem que ser parte de sistema integrado de proteção da bacia. Não adianta resolver o problema lá na ponta sem pensar no lado de cá.

 Valor: Como se regenera um rio?

Mercedes: É impedir que sedimentos sejam transportados e provoquem assoreamento e permitir que as áreas de recarga de mananciais continuem operando. Precisa manter a caixa d' água funcionando. Se reduzirmos o potencial de uma caixa d'água de 500 litros para 100 litros, só vamos armazenar 100 litros. O seguro que temos é a capacidade que o solo de Cerrado tem, sob essa vegetação nativa, de segurar a água quando a chuva vem.

Valor: Por que Cerrado e Caatinga têm menor status de proteção?

Mercedes: É o aspecto simbólico da desvalorização desses ecossistemas. É a visão europeia que sempre viu o recurso da floresta apenas como um recurso madeireiro, então as áreas importantes eram as áreas de florestas. Se não se tinha isso, não era relevante. De certa forma, hoje, ainda, com todo o conhecimento científico que se tem, com a importância do Cerrado na geração de água, polinização, controle de pragas, continua a dificuldade de se mostrar que ele é importante. Não sei se as pessoas do interior de São Paulo, onde havia grandes extensões de Cerrado que foram desmatadas, se dão conta que se perdeu a cobertura que ajudava a conservar a água.

Valor: Como se chegou ao quadro atual?

Mercedes: A situação, hoje, é fruto de vários fatores: alteração do uso da terra, eventos climáticos extremos como seca e chuvas muito fortes, urbanização e a demanda de água. Se está mais seco ou mais quente, as pessoas tendem a usar mais água e energia, que, no Brasil, é outra parte da equação.

 Valor: Estamos, então, sob risco.

Mercedes: Estamos com uma gestão de risco temerária. A água é essencial para a agricultura, se o clima se torna mais quente e seco, aumenta a demanda de água para irrigação. Com a distribuição errática da chuva, os padrões de consumo se alteram e vão demandar, nos grandes centros urbanos, mais energia. Se não tem chuva para os grandes reservatórios, o Brasil faz o quê? Aumenta o uso das termelétricas e agrava o efeito­estufa, que foi o que gerou o problema.

Valor: É a cobra comendo o rabo.

 Mercedes: Exatamente. Se não tivermos uma gestão de recursos naturais integrada, estamos resolvendo aqui, hoje, mas jogando um problema maior adiante.

 Valor: No Cerrado, há veredas de buritis desmatadas e pivôs de irrigação pegando água do subsolo. Não estão entendendo o processo?

 Mercedes: Uma das respostas de adaptação da agricultura ao aumento da estiagem é usar mais água de irrigação. Mas de onde vem a água? Quais os usos que competem com a água de irrigação? Qual é a capacidade do sistema de recarregar? Precisamos abordar isso de forma integrada.

Valor: Parte da água de São Paulo vem do Cerrado?

Mercedes: Parte da água que abastece o Sistema Cantareira vem de Minas e tem contribuição do Cerrado. Está tudo conectado. Na estação seca o que veio de chuva talvez não seja suficiente para recarregar o que se perdeu. Quanto mais essa esponja, que é o solo, estiver depauperada, maior fica o déficit.

Valor: Quanto já se desmatou?

Mercedes: Calcula­-se que já se perdeu 50% da cobertura nativa. A conversão para agricultura e pastagens é muito acentuada na porção Sul, que é a zona de ocupação antiga, mas já se vê a frente de desmatamento subindo para o Oeste da Bahia, e lá a pressão é da soja. Há uma frente subindo pelo Tocantins. Os 50% que restam hoje também estão muito fragmentados.

 Valor: Não se monitora?

 Mercedes: O Cerrado não tem monitoramento sistemático como a Amazônia. Precisamos monitorar os outros biomas e com ferramentas que mostrem a integridade dos ecossistemas. Não é só o corte raso que é preocupante, a degradação também é. "Na discussão sobre crise hídrica, fala­-se em grandes obras, mas a variável de uso da terra não entra no debate"

Valor: O Brasil escolheu o Cerrado como sua área de agricultura.

Mercedes: Mas pode ter agricultura. Ainda temos 50% de Cerrado, que é melhor do que restou de Mata Atlântica. Há que se fazer com que as áreas mais convertidas atendam ao Código Florestal e que as APPs estejam bem preservadas. É preciso pensar em um processo de ocupação diferenciado para a área que ainda está preservada, sem deixar de expandir a atividade econômica, mas analisando qual é a atividade compatível com os serviços ecossistêmicos daquela área. Não queremos um processo de desenvolvimento concentrador de renda e degradador. E na porção já muito convertida, a estratégia deveria ser recuperar as áreas degradadas, as APPs e Reserva Legal para que o sistema volte a funcionar.

Valor: Por que margens dos pequenos rios têm que ser protegidas?

Mercedes: Senão vão secar. A vegetação que cresce próxima aos rios controla a vazão de água evitando enchentes e segura o fluxo erosivo, retendo sedimentos. É um filtro. É barreira de proteção dos fluxos de água que são frágeis e alimentados por aquela esponja. Se já se arrebentou a caixa d'água, que era a vegetação, a última barreira de proteção são veredas e matas nos pequenos rios. Se também forem destruídos, o que sobra?

Valor: Qual a maior ameaça?

 Mercedes: O processo de ocupação. Eu já vi produtor que planta até a beira do córrego, o que é proibido e uma imbecilidade, porque a produtividade será mais baixa. A agricultura é a atividade econômica que mais depende dos recursos naturais. O produtor tem papel social como gestor de recursos naturais. A gente o olha como produtor de alimentos, mas também tem que ser produtor de água. É responsável pelos recursos de água e de solo, porque o solo erodido vai embora e não volta mais. Para formar uma polegada de solo demora 500 a mil anos e basta uma enxurrada para levar embora. O solo, mesmo formado continuamente, é um recurso não renovável porque as taxas de perda são muito maiores que as taxas naturais de formação. Temos que ter uma estratégia da paisagem.

Valor: Como assim?

 Mercedes: É preciso pensar quem alimenta os buritizais e as veredas. Podemos ocupar o Cerrado? Sim, mas qual é a proporção que temos que preservar para garantir a alimentação da água?

Valor: A lei permite que se deixe apenas 20% de Cerrado.

Mercedes: Precisamos começar a repensar esses 20%. Foram definidos em determinado contexto, mas será que este contexto se aplica hoje, quando o clima está mudando? O Código Florestal, à exceção da transição com a Amazônia [onde tem que se preservar 35% de Cerrado], diz que pode-­se desmatar até 80%, preservando 20%, mediante licença ambiental. Quer dizer que potencialmente pode­-se fazer isso, mas não significa que deve ser autorizado. É o momento em que o poder público, o Estado, os prefeitos, os produtores, os órgãos de meio ambiente têm que começar a olhar, quando fazem um licenciamento de supressão de vegetação, se realmente pode­-se desmatar os 80% previstos em lei. Talvez em região onde já houve conversão acentuada, há áreas importantes de recarga de manancial e o melhor seria, por exemplo, autorizar só o desmate de 50%.

Valor: Dá para ter agricultura no Cerrado?

 Mercedes: Sim, mas temos que mudar. Tenho que considerar a minha propriedade em conjunto com a do fulano, do outro ali e ver quanto cada uma de nossas propriedades contribui com a conservação de um recurso hídrico. A nascente pode estar na propriedade do vizinho, mas os solos que a abastecem estão na minha terra e na tua. Se só ele preserva, não adianta. Essa análise tem que sair da escala da propriedade e ir para a escala da paisagem.

 Valor: A senhora defende a revisão dos 20%?

Mercedes: Isso politicamente é difícil. Mas se tivermos os 20% bem usados, com mais 10% de APP preservados, ainda se tem 30% funcionalmente operando. Onde existem grandes extensões, temos alternativas? A Embrapa diz que temos enormes áreas já degradadas, para onde o Brasil pode expandir sua produção sem precisar converter nenhuma nova área.

Valor: E o fogo no Cerrado?

Mercedes: O fogo é um fator natural do Cerrado. Acontecem grandes queimadas causadas por relâmpagos sobre o material seco. Se o fogo queima de vez em quando, como a vegetação tem uma capa de proteção de cortiça e capacidade de rebrotar a partir das raízes, perdia­-se a parte aérea, mas rebrotava rápido. A vegetação era resiliente e o fogo tem papel importante no ciclo dos nutrientes. Mas quando se queima com frequência, a vegetação não tem capacidade de responder e o fogo vira fator de degradação. Não é excluir o fogo no Cerrado, mas manejar.

Valor: Manejar fogo?

Mercedes: Sim, e evitar em áreas agrícolas. Fogo para rebrotar a pastagem acontece em áreas enormes, e se sair de controle, ninguém segura. Entra na vegetação nativa, que já está seca e depauperada, e leva embora. Cerca de 60% a 70% das queimadas no Brasil ocorrem no Cerrado, que é onde se precisa mais da vegetação para conservar água. A situação é crítica.

Valor: Como resolver?


Mercedes: Se se fizer um desenho inteligente podem­se conectar áreas de Reserva Legal e formar corredores de biodiversidade. E ver qual o desenho que mais contribui para produção de água. Precisamos juntar a gestão agrícola, florestal e de água em uma coisa só, porque as propriedades rurais fazem as três coisas. Fonte: Valor Econômico 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Uso de agrotóxicos no Brasil cresce mais de duas vezes e meia em dez anos

O uso de agrotóxicos na agricultura brasileira mais do que dobrou entre os anos de 2002 e 2012, divulgou hoje (19) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS), o uso de agrotóxicos saltou de 2,7 quilos por hectare (kg/ha), em 2002, para 6,9 quilos por hectare em 2012 – variação de cerca de 155%.

Segundo o IBGE, os produtos mais usados em 2012 são os considerados perigosos ou muito perigosos, com 64,1% e 27,7% do total de produtos comercializados naquele ano.

Os herbicidas foram os agrotóxicos mais comercializados no período, com 62,6% do total de vendas, seguidos dos inseticidas, com 12,6%, e dos fungicidas, com 7,8%.

O uso de agrotóxicos por área foi maior na Região Sudeste, com 8,8 quilos por hectare, e o estado de São Paulo foi o que fez o uso mais intenso em 2012, com 10,5 kg/ha. O segundo estado com maior uso de agrotóxicos é Goiás, com 7,9 kg/ha, e o terceiro, Minas Gerais, com 6,8 kg/ha.

O menor uso de agrotóxicos foi verificado no Amazona e no Ceará, onde o valor é menor que 0,5 kg/ha. Fonte: Agência Brasil








terça-feira, 9 de junho de 2015

Vale do Jequitinhonha desponta como produtor de uva

O cultivo da uva começa a se tornar boa alternativa de renda para os agricultores familiares de Turmalina, no Vale do Jequitinhonha. Na última safra, a produção de uva niágara branca e rosada chegou a 70 toneladas, que resultaram em faturamento de R$ 280 mil.
Atualmente, dez famílias da região se dedicam à atividade, com apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). A cultura já ocupa aproximadamente 9 hectares no município, sendo 5 em produção e outros 4 hectares em formação. A maioria é da comunidade rural Ponte do Funil, onde o agricultor Odair Ferreira de Quadros iniciou o plantio de uvas, com a experiência adquirida em lavouras do Estado de São Paulo.
Em busca de recursos e orientação técnica, Odair procurou o escritório da Emater-MG em Turmalina e recebeu a assessoria necessária para fazer um projeto e obter financiamento de R$ 4 mil do Banco do Brasil, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do governo federal. O sucesso na iniciativa, que começou em meio hectare de terra, estimulou outros produtores a investirem na nova cultura, como João Cordeiro, que também levou para Turmalina a experiência obtida nos plantios de uva em São Paulo e no Sul de Minas.
“A diversificação na agricultura local tem melhorado a qualidade de vida dos produtores, que podem obter renda maior, e também aumenta a oferta de alimentos mais saudáveis para os consumidores”, comemora o extensionista agropecuário Ronisley Damasceno.
O técnico da Emater-MG afirma que, apesar do clima tropical da região, o cultivo de uvas – frutas tradicionais de climas mais frios – é beneficiado por algumas características do município, localizado a cerca de 670 metros de altitude, em relação ao nível do mar: “Temos solos profundos, favoráveis à fixação das raízes das videiras, e também um inverno rigoroso, em contraste com o clima tropical no resto do ano”, cita Ronisley.
O coordenador técnico estadual de Fruticultura da Emater-MG, Deny Sanábio, confirma que a alternância de estações quentes e frias bem definidas é um fator positivo para a produtividade da videira na região, pois o calor logo após o período frio estimula a quebra da dormência, fenômeno que contribui para aumentar a brotação de frutos. “A incidência de sol por longos períodos do ano e a pouca umidade da região exigem mais investimento na irrigação. Por outro lado, o calor estimula a brotação e é possível obter até duas safras por ano. Outro fator positivo do sol é que ajuda a concentrar os açúcares dos frutos e torna o produto mais atraente para o consumidor”, explica Sanábio.
De acordo com o coordenador da Emater-MG, a produção de uvas é uma atividade promissora para a região do Jequitinhonha, mas exige técnica apurada e investimento. “É altamente tecnificada – tem que saber quais ramos podar e fazer corretamente o raleio de frutos, para estimular a produtividade. E a adubação também precisa de cuidados intensivos. Só assim se pode conseguir um bom padrão dos frutos, para poder competir com a região Sul, que já tem tradição consolidada no mercado”, alerta.
Desafios da fruticultura
Além da uva, as características de clima e solo de Turmalina favorecem também a produção de outras frutas. A banana é a mais popular: ocupa 26 hectares e os 110 agricultores que se dedicam à atividade conseguem rendimento de 288 toneladas por ano. A laranja ocupa 10 hectares e gera produção anual de 120 toneladas. Área semelhante é ocupada com plantio de abacaxi, que produz 50 mil frutos por ano. O maracujá é plantado em 2,5 hectares, com rendimento de 20 toneladas anuais.
O escritório da Emater-MG no município atende 650 agricultores familiares por ano, nas áreas de fruticultura e nas atividades rurais mais tradicionais da região do Jequitinhonha, como bovinocultura de corte e de leite e lavouras de subsistência, além da silvicultura (produção de madeira e carvão).
O coordenador de Fruticultura da Emater-MG, Deny Sanábio, fará palestra sobre Potencialidades, Desafios e Estratégias da Fruticultura, durante o 2º Seminário de Fruticultura de Capelinha e Região, no dia 18 de junho. O evento será realizado das 8h às 16h, no Galpão Cultural do Parque de Exposições de Capelinha, e integra o Circuito FrutificaMinas, iniciativa da Emater-MG, empresa vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Fonte: Agência Minas

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Minas Gerais conhece modelo cearense de desenvolvimento agrário

Com o objetivo de conhecer a política de desenvolvimento agrário cearense, considerada referência nacional, o secretário de Desenvolvimento Agrário de Minas Gerais (Seda), Glenio Martins, cumpre agenda de trabalho em Fortaleza até nesta sexta-feira (8/5). Para Martins, a troca de experiências com o Estado do Ceará tem sido muito importante, inclusive para toda a região Sudeste. “Nossa vinda é um pedido do governador Fernando Pimentel para observarmos o trabalho do Ceará no combate à seca, no estímulo à produção, à comercialização, regularização fundiária entre outros”, disse.


O secretário de Desenvolvimento Agrário do Ceará (SDA), Francisco José Teixeira, conhecido popularmente como Dedé Teixeira, e o presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), Antonio Amorim, deram as boas vindas à comitiva mineira, formada também pelo subsecretário de Acesso à Terra e Regularização Fundiária da Seda, Danilo Prado Araújo, e pelo superintendente da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana, Mateus Novaes.


Nessa quinta-feira (7), a comitiva conheceu a estrutura organizacional da SDA e suas vinculadas como a própria Ematerce, o Instituto de Desenvolvimento Agrário do Ceará (Idace), a Ceasa, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri) e o Instituto Agropolos, além de alguns projetos sob as coordenadorias da SDA como Territórios Rurais da Cidadania e a Agricultura Familiar.


Glênio Martins também tomou conhecimento de experiências e programas, como o Hora de Plantar (distribuição de sementes a produtores rurais) e o projeto Paulo Freire.


Combate à seca

Durante o encontro, no auditório da Ematerce, Dedé Teixeira apresentou diversas ações da Pasta, como a criação do Comitê da Seca, que vem atuando desde 2012. “Várias entidades da sociedade civil e do governo se reúnem para discutir uma política de convivência com a seca. Isso vem garantindo o aperfeiçoamento de estratégias para reduzir o impacto de anos de estiagem”, explicou Teixeira. Fonte: Agência Minas

terça-feira, 10 de março de 2015

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Ufla desenvolve produto para economia de água e sustentabilidade da cafeicultura

Uma tecnologia, denominada “polímero hidrorretentor”, vem sendo pesquisada na Universidade Federal de Lavras (UFLA), é de fácil aplicabilidade e tem sendo eficácia comprovada em plantios de café. Trata-se de um gel, que adicionado às covas de plantio, na medida certa, serve como uma reserva de água em períodos de estiagem e também como condicionador de solo.


Os resultados das pesquisas com o uso de polímeros na cafeicultura são muito promissores. Na cultura de eucalipto, a descoberta já teve seus benefícios comprovados.


“Em consequência da má distribuição de chuvas que tem ocorrido na maioria das regiões cafeeiras, a tecnologia tem se mostrado opção eficiente, pois mantém a umidade do solo, evitando altos índices de replantio que elevam, consideravelmente, o custo de implantação de novas lavouras”, avalia o professor Rubens José Guimarães, responsável pela pesquisa na Ufla.


terça-feira, 27 de maio de 2014

Governo institui agência para apoiar a agricultura familiar

O governo federal instituiu no dia 27 de maio a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, que priorizará serviços para a agricultura familiar e os médios produtores rurais


A Anater vai promover, estimular, coordenar e implementar programas de assistência técnica e extensão rural, visando à inovação tecnológica e à apropriação de conhecimentos científicos. Também vai apoiar a utilização de tecnologias sociais e os saberes tradicionais utilizados pelos produtores rurais, assim como fomentar o aperfeiçoamento e adoção das novas técnicas.


De acordo com o texto publicado hoje, a agência poderá firmar parcerias com os órgãos estaduais de assistência técnica e extensão rural, mas também deverá compatibilizar a atuação em cada unidade e ampliar a cobertura da prestação de serviços aos beneficiários.


Poderão ser celebrados, ainda, acordos e outros instrumentos de cooperação com organismos internacionais e instituições estrangeiras.


A agência será gerida por uma diretoria executiva composta por um presidente e três diretores executivos que serão escolhidos e nomeados pelo presidente da República, para mandato de quatro anos. Também serão formados os conselhos Fiscal e de Administração.


A Anater será assessorada por um Conselho Assessor Nacional, de caráter consultivo, composto por vários órgãos e representações da sociedade. O regime de pessoal será celetista e os empregados serão escolhidos por meio de processo seletivo público.

Fonte: Agência Brasil

Agricultores já acessam mais internet que jornais e revistas

Uma pequena revolução foi constatada na 6ª Edição da “Pesquisa Comportamental e Hábitos de Mídia do Produtor Rural Brasileiro 2013/2014”. Vem crescendo exponencialmente o número de agricultores que usam o computador e a internet: nada menos que 39% dos entrevistados estão conectados – mais do que os que leem jornais e revistas tradicionais.


O resultado representa um aumento de dez pontos percentuais em relação a 2003/2004, quando eram 29%. Sobre a pesquisa dos anos 1988/1999, a expansão é gigantesca: naquela época, somente 3% utilizavam a tecnologia, aponta o estudo realizado pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMR&A).


O número é ainda mais impressionante quando comparado aos meios tradicionais de comunicação. O levantamento aponta que 34% leem jornal impresso (praticamente estável em relação a 2009/2010 (32%). Houve queda de um ponto percentual na quantidade de produtores rurais que consomem revistas dirigidas ao setor agropecuário: agora são 23%. 


A televisão segue tendo o maior público: 95% dos entrevistados. No entanto, o número caiu três pontos percentuais ante os 98% registrados 2009/2010. Também no rádio (tradicional meio de comunicação do campo) houve queda – dez pontos percentuais – de 80% em 2009/2010 para 70% atualmente. 


“Vemos a mudança da relação do produtor rural com os meios da comunicação. As principais finalidades das redes sociais para ele é o uso técnico, para busca e disseminação de suas informações”, analisa o diretor da IPSOS Media CT, Diogo Oliveira, responsável pelo levantamento de dados para a pesquisa da ABMR&A.
Fonte: Agrolink 

terça-feira, 6 de maio de 2014

Projeto incentiva captação de água da chuva para irrigação de hortas comunitárias

Hortas irrigadas com água captada da chuva são implantadas em áreas comunitárias no Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha como alternativa de renda e incentivo ao consumo de alimentos com elevado poder nutritivo.

As hortas agroecológicas, sem uso de agrotóxicos, foram implantadas nos municípios de Janaúba, Porteirinha, Verdelândia e Leme do Prado. O projeto, desenvolvido por pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), utiliza a água de chuva captada para irrigação por microaspersão dos canteiros de hortaliças de folhas e de raízes. Reservatórios de ferro e cimento, com capacidade para reserva entre 52 mil e 105 mil litros, foram construídos para armazenamento da água da chuva captada por calhas instaladas nos telhados de áreas comunitárias. 



“A coleta de água da chuva para produção de alimento no semiárido mineiro é uma ferramenta importante de convivência com a seca”, afirma a pesquisadora Polyanna de Oliveira, que é também chefe de pesquisa da EPAMIG Norte de Minas. Ela explica que somente a água da chuva não é suficiente para manter a produção de hortaliças durante todo ano, por isso os reservatórios contam também com abastecimento adicional de água de acordo com a disponibilidade do local. Polyanna acrescenta que são produzidos alevinos de tilápia nos tanques. “O peixe fertiliza a horta, limpa o tanque, evita a dengue, além de ser mais uma fonte alimento”, explica. A pesquisadora ressalta que este sistema de armazenamento de água de chuva pode ser utilizado tanto na produção agrícola quanto em residências. “A média de captação da chuva vai depender da área do telhado para captação da água e da média de precipitação no local.

Polyanna acrescenta que são produzidos alevinos de tilápia nos tanques. “O peixe fertiliza a água utilizada para irrigação da horta, limpa o tanque, evita a dengue, além de ser mais uma fonte alimento”. A pesquisadora ressalta que este sistema de armazenamento de água de chuva pode ser utilizado tanto na produção agrícola quanto em residências. “A quantidade de água armazenada dependerá média da área de captação do telhado e da média de precipitação do local”, explica.

Na Comunidade de Posses, no município de Leme do Prado, no Vale do Jequitinhonha, artesãs da Associação Mãos de Fadas iniciaram em março deste ano o cultivo de cerca de 30 variedades de hortaliças e plantas medicinais sem uso de agrotóxico. No entorno foram plantadas lavouras de milho e feijão-guandu que servem também como quebra-vento. De acordo com a presidente da Associação, Dulceney Antunes, na fase inicial essas hortaliças serão consumidas pelas famílias das mulheres que participam do projeto e, posteriormente, o excedente será vendido para a comunidade. “Queremos também produzir tempero verde e conserva de pimenta” afirma Dulce.

“Essas famílias podem obter uma renda mensal de cerca de R$ 700 mensais. Pode ser um complemento da renda e também estímulo para essas mulheres”, incentiva o técnico agrícola da EPAMIG, Jair de Oliveira que acompanha o cultivo e o manejo das hortas da comunidade de Posses.

Os estudos desenvolvidos no projeto “Difusão de tecnologia de hortas no sistema agroecológico com captação de água de chuva no semiárido mineiro” são financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), desdobramento de um projeto iniciado em 2010 que teve também apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). “Aprimoramos o sistema desenvolvido nas fazendas da EPAMIG no Norte de Minas, que contou com a participação dos funcionários da Empresa e rendeu a obtenção do Selo de Responsabilidade Empresarial”, conta a coordenadora do projeto, Wânia Neves, que é também chefe de pesquisa da EPAMIG Unidade Centro-Oeste, na qual são desenvolvidas diversas pesquisas em olericultura. Fonte: AI/EPAMIG


quarta-feira, 26 de março de 2014

Mapa aprimora parceria com a Embrapa



Representantes da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) se reuniram com o presidente e a diretoria da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) ontem (25), na sede da empresa, em Brasília (DF). Em pauta, as melhorias no desenvolvimento de temas específicos com relação à pesquisa e informação.


O objetivo da reunião é fortalecer o conhecimento técnico-científico para auxiliar aos fiscais e autoridades nas decisões e estratégias nos processos das áreas da SDA.


“Vamos fazer um documento na área de inteligência agropecuária, utilizando a excelência e conhecimento, sobretudo o nome e a tradição da empresa para nos dar suporte nas pesquisas científicas”, afirma o secretário de Defesa Agropecuária, Rodrigo Figueiredo.
Segundo o presidente da Embrapa, Maurício Antônio Lopes, a intenção é criar canais institucionalizados e um ambiente compartilhado para um melhoramento preventivo.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Mapa.

terça-feira, 18 de março de 2014

MAPA lança Gestão Sustentável na Agricultura


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lança nesta quarta-feira, 19 de março, às 10 horas, a segunda edição da publicação Gestão Sustentável na Agricultura. O evento é uma iniciativa da Coordenação-Geral de Sustentabilidade Ambiental (CGSA), da Assessoria de Gestão Estratégica (AGE). A obra reúne casos bem sucedidos de instituições privadas, públicas e de produtores, ligados à agricultura, que tenham a gestão sustentável inserida e exercitada em suas atividades.

Serviço:Lançamento da publicação Gestão Sustentável na Agricultura
Data: 19 de março de 2014 - quarta-feira
Horário: 10 horas
Local: auditório maior do edifício-sede do Mapa - Brasília (DF)


Mais informações para a imprensa:Assessoria de Comunicação Social do Mapa
(61) 3218-2203
imprensa@agricultura.gov.br