A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, afirmou nessa terça-feira (4-10), em Bruxelas, na Bélgica, que a produção brasileira de grãos e de carnes precisará mais que dobrar até 2050, quando será preciso produzir alimento para uma população adicional de 2,3 bilhões de pessoas em todo o mundo, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O papel do Brasil nesse cenário é fundamental para garantir comida de qualidade e barata, que abasteça o mercado brasileiro e gere excedentes para exportação.
Durante o 5º Encontro Empresarial Brasil – União Européia, a senadora Kátia Abreu lembrou que os incrementos da produção nacional serão possíveis a partir de um quadro de segurança jurídica que garanta os investimentos necessários para o setor agropecuário e da adoção de tecnologias que aumentem a produtividade da agropecuária brasileira, sem a necessidade de abertura de novas áreas de produção. Lembrou, também, que a fome do mundo hoje é fruto da falta de renda e não da falta de alimentos. “As pessoas que passam fome hoje não têm renda suficiente para comprar alimentos”, afirmou.
Ao participar do painel “Oportunidades de Investimento”, a presidente da CNA lembrou que o novo Código Florestal brasileiro, que está sendo discutido no Senado, não permitirá o aumento do desmatamento. A nova legislação apenas regulariza a situação dos produtores rurais, que estão em situação irregular em função das constantes mudanças da lei ambiental. “Os produtores brasileiros ocupam apenas 27,7% do território nacional de 851 milhões de hectares com a produção de grãos, fibras e biocombustíveis e mantêm 61% do território preservado”, afirmou. A senadora Kátia Abreu afirmou que 70% da produção brasileira é destinada ao mercado interno e que 30% é exportada, vendas que fazem do Brasil um dos maiores exportadores de alimentos do mundo.
Para os empresários e autoridades do Brasil e da União Européia que participam do encontro, evento da Cúpula Brasil - União Européia, a presidente da CNA afirmou que o Brasil precisa, também, solucionar as deficiências de infraestrutura de transporte, especialmente na região do Arco Norte do País, que dificultam o escoamento e encarecem o frete do setor agropecuário. A senadora Kátia Abreu enfatizou, ainda, a importância do agronegócio para a economia brasileira e lembrou que o setor tem sido responsável pela manutenção do saldo positivo da balança comercial nos últimos 10 anos. Só em 2010, o saldo foi de US$ 20,3 bilhões.
A presidente da CNA destacou, também, as perspectivas de crescimento do setor sucroalcooleiro e da silvicultura, setores que também podem se desenvolver sem comprometer o meio ambiente. Explicou que, no caso da cana-de-açúcar, as áreas permitidas para o plantio estão distantes da Amazônia e que a expansão dos canaviais não representa nenhum risco à maior floresta tropical do mundo. A senadora Kátia Abreu acrescentou que o Brasil vai cumprir, 10 anos antes do previsto, a meta assumida, em 2009, pelo governo brasileiro junto à Organização das Nações Unidas (ONU), de reduzir o desmatamento em 80% até 2020. “Não há dúvidas de que o grande negócio do Brasil é alimentar as pessoas e preservar o meio ambiente”, finalizou.
Fonte: Ascom/CNA
Esta página tem o objetivo de contribuir para a difusão de informações sobre a cultura do meio rural. A intenção não é ser uma referência em “furos jornalísticos”, mas divulgar as riquezas culturais e naturais que ainda não conseguiram espaço na grande mídia. Seja produção própria ou compilação junto a outros veículos, que terão a fonte devidamente citada, PALAVRA RURAL trará também informações importantes ao homem do campo e a todos que se interessam pelas coisas do meio rural.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Trator com controle remoto pode dar precisão ao campo
Os fabricantes de equipamentos agrícolas estão explorando uma nova fronteira: a agricultura sem o agricultor.
A Kinze Manufacturing Inc. e a Jaybridge Robotics estão desenvolvendo uma tecnologia que permitirá que tratores sejam operados sem ninguém atrás do volante. Outros fabricantes de equipamentos, tais como a Case IH, exploram maneiras de automatizar o trabalho agrícola.
Nos últimos dez anos, o trabalho de adivinhação ligado ao plantio e à colheita de milho, trigo e outras culturas foi sendo eliminado por meio de sistemas precisos guiados por satélite, que podem ajudar a gerenciar cada polegada de uma propriedade, garantindo eficiência e ajudando-o a evitar erros que possam prejudicar a produção.
O plantador autônomo desenvolvido pela Kinze e Jaybridge Robotics chegará ao mercado no início de 2012.
Ainda assim, à medida que as propriedades agrícolas se expandem, os produtores se encontram sob maior pressão para encontrar mão de obra qualificada. O foco em sistemas de precisão tem aumentado à medida que sobem os preços de cultivo e os custos de fertilizantes se tornam mais voláteis.
Os agricultores necessitam de condições ideais para o plantio e a colheita. Especialmente nas regiões sub-tropicais, as temperaturas e a umidade do solo muitas vezes só são ideais para o plantio durante um curto espaço de tempo e conseguir semear a terra ou fazer a colheita na hora certa é um desafio.
A falta de tempo muitas vezes é agravada pela escassez de mão de obra que pode ocorrer durante os períodos de plantio e colheita, quando os agricultores mais precisam de ajuda. Alguns proprietários rurais também relutam em entregar a trabalhadores com pouca experiência equipamentos que podem custar mais de US$ 500.000
A Kinze, empresa do Estado agrícola de Iowa, com a ajuda de Jaybridge Robotics, de Massachusetts, está desenvolvendo dois produtos destinados a reduzir as pressões de tempo e mão de obra que os agricultores podem enfrentar.
O semeador autônomo da Kinze determina a rota mais eficiente para o plantio de um campo para logo fazer a semeadura sem a necessidade de um motorista. Um sistema de sensores garante que o trator não passe sobre qualquer obstáculo inesperado, como um poste ou um animal solto. A tecnologia tornou-se viável para a agricultura graças a seu crescente uso pela indústria de automóveis, o que baixou os custos.
Para a colheita, o agricultor ainda tem de operar uma colheitadeira, mas a carreta posicionada ao lado dela para receber os grãos é autônoma. A carreta mantém o ritmo da colheitadeira, e uma vez repleta, se dirige a um caminhão esperando à margem do campo que está sendo colhido. O agricultor precisaria de duas pessoas, em vez de três, para a colheita de grãos.
A Kinze, uma empresa de capital fechado com cerca de 650 funcionários, fabrica carretas de grãos e plantadeiras, mas não tratores. Os equipamentos autônomos serão adaptados para um trator.
Embora em tese os agricultores poderiam programar o plantador autônomo e ir para casa, um cenário mais provável é que o produtor rural use vários plantadores de uma só vez, monitorando de longe todos eles, diz Jeremy Brown, diretor de operações da Jaybridge.
"É um equipamento grande e caro, acho que os agricultores vão preferir ficar por perto", diz.
A Kinze e a Jaybridge estão trabalhando rapidamente para comercializar o equipamento, e a tecnologia deve chegar ao mercado no início do próximo ano, disse Susanne Kinzenbaw Veatch, gerente de marketing da Kinze. A Kinze não revelou preços potenciais para o equipamento.
Nos Estados Unidos, os agricultores estão cada vez mais contando com a tecnologia de precisão, que ajuda a assegurar que os campos recebam a quantidade certa de sementes e fertilizantes para limitar o desperdício e produzir a maior safra possível. Os agricultores podem agora acompanhar a aplicação de fertilizantes e problemas com o equipamento através de smartphones. Atualmente, a maior parte do plantio já é guiada por sistemas de posicionamento global, ou GPS.
Fonte: Ian Berry/WSJ
A Kinze Manufacturing Inc. e a Jaybridge Robotics estão desenvolvendo uma tecnologia que permitirá que tratores sejam operados sem ninguém atrás do volante. Outros fabricantes de equipamentos, tais como a Case IH, exploram maneiras de automatizar o trabalho agrícola.
Nos últimos dez anos, o trabalho de adivinhação ligado ao plantio e à colheita de milho, trigo e outras culturas foi sendo eliminado por meio de sistemas precisos guiados por satélite, que podem ajudar a gerenciar cada polegada de uma propriedade, garantindo eficiência e ajudando-o a evitar erros que possam prejudicar a produção.
O plantador autônomo desenvolvido pela Kinze e Jaybridge Robotics chegará ao mercado no início de 2012.
Ainda assim, à medida que as propriedades agrícolas se expandem, os produtores se encontram sob maior pressão para encontrar mão de obra qualificada. O foco em sistemas de precisão tem aumentado à medida que sobem os preços de cultivo e os custos de fertilizantes se tornam mais voláteis.
Os agricultores necessitam de condições ideais para o plantio e a colheita. Especialmente nas regiões sub-tropicais, as temperaturas e a umidade do solo muitas vezes só são ideais para o plantio durante um curto espaço de tempo e conseguir semear a terra ou fazer a colheita na hora certa é um desafio.
A falta de tempo muitas vezes é agravada pela escassez de mão de obra que pode ocorrer durante os períodos de plantio e colheita, quando os agricultores mais precisam de ajuda. Alguns proprietários rurais também relutam em entregar a trabalhadores com pouca experiência equipamentos que podem custar mais de US$ 500.000
A Kinze, empresa do Estado agrícola de Iowa, com a ajuda de Jaybridge Robotics, de Massachusetts, está desenvolvendo dois produtos destinados a reduzir as pressões de tempo e mão de obra que os agricultores podem enfrentar.
O semeador autônomo da Kinze determina a rota mais eficiente para o plantio de um campo para logo fazer a semeadura sem a necessidade de um motorista. Um sistema de sensores garante que o trator não passe sobre qualquer obstáculo inesperado, como um poste ou um animal solto. A tecnologia tornou-se viável para a agricultura graças a seu crescente uso pela indústria de automóveis, o que baixou os custos.
Para a colheita, o agricultor ainda tem de operar uma colheitadeira, mas a carreta posicionada ao lado dela para receber os grãos é autônoma. A carreta mantém o ritmo da colheitadeira, e uma vez repleta, se dirige a um caminhão esperando à margem do campo que está sendo colhido. O agricultor precisaria de duas pessoas, em vez de três, para a colheita de grãos.
A Kinze, uma empresa de capital fechado com cerca de 650 funcionários, fabrica carretas de grãos e plantadeiras, mas não tratores. Os equipamentos autônomos serão adaptados para um trator.
Embora em tese os agricultores poderiam programar o plantador autônomo e ir para casa, um cenário mais provável é que o produtor rural use vários plantadores de uma só vez, monitorando de longe todos eles, diz Jeremy Brown, diretor de operações da Jaybridge.
"É um equipamento grande e caro, acho que os agricultores vão preferir ficar por perto", diz.
A Kinze e a Jaybridge estão trabalhando rapidamente para comercializar o equipamento, e a tecnologia deve chegar ao mercado no início do próximo ano, disse Susanne Kinzenbaw Veatch, gerente de marketing da Kinze. A Kinze não revelou preços potenciais para o equipamento.
Nos Estados Unidos, os agricultores estão cada vez mais contando com a tecnologia de precisão, que ajuda a assegurar que os campos recebam a quantidade certa de sementes e fertilizantes para limitar o desperdício e produzir a maior safra possível. Os agricultores podem agora acompanhar a aplicação de fertilizantes e problemas com o equipamento através de smartphones. Atualmente, a maior parte do plantio já é guiada por sistemas de posicionamento global, ou GPS.
Fonte: Ian Berry/WSJ
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Gado brahman será criado no nordeste
O gado da raça Brahman desenvolvido geneticamente no cerrado uberlandense será levado para a região semiárida do Brasil. Um convênio assinado, no último fim de semana, entre o criatório UberBrahman e a Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), de Mossoró (RN), permitirá que pesquisas sejam feitas no intuito de comprovar a alta performance do animal em relação à adaptação em condições climáticas adversas.
Segundo Marcelo Barbosa Bezerra, professor da Ufersa e médico veterinário, a experiência poderá prover a raça ideal a ser criada em um ambiente que conta com baixa umidade e longos períodos de seca. “Fomos procurados pelo criatório, que tem terras no Rio Grande do Norte, e resolvemos aceitar o desenvolvimento de um modelo experimental de procriação”, disse.
Representantes da África do Sul e da Namíbia, que buscam soluções para o déficit de produção alimentícia no continente africano, também se interessaram em acompanhar a experiência e, caso os resultados se mostrem positivos, levarão a raça para os respectivos países.
O gado Brahman, que está presente em 70 países, é usado tanto para corte, sendo que o aproveitamento da carcaça se aproxima a 55%, como para produção leiteira a partir de cruzamento com, principalmente, a raça Holandesa.
Nos seis últimos anos, a população de Brahman registrou um crescimento de 45% no Brasil, um aumento proporcional superior às duas maiores raças (Nelore e Angus). Dados da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) estimam que haja, atualmente, 192 mil cabeças do bovino no Brasil.
Secretaria vai divulgar raça entre pecuaristas
A Secretaria de Agropecuária e Abastecimento de Uberlândia estuda viabilizar uma parceria com o criatório do boi Brahman para difundir a cultura da raça nas propriedades rurais do município. Hoje, estima-se que haja somente dois criatórios na cidade. Segundo a secretária Walkiria Borges Naves, o trabalho seria focado em gado de corte, já que a linhagem do boi se apresenta, atualmente, como uma das mais lucrativas.
Segundo pesquisas, o Brahman tem precocidade de crescimento, podendo ser abatido numa média de 28 meses de vida, enquanto o restante das raças permeia a média de 37,5 meses. Esse fator, aliado à menor emissão de metano emitido, torna a produção sustentável e diminui os gastos. “Estamos analisando ainda como seria a parceria, como forma de estimular a economia pecuária local”, disse a secretária.
HISTÓRIA
Resultado do cruzamento de, pelo menos, outras quatro raças (Gir, Nelore, Guzerá e Krishna), o Brahman surgiu nos Estados Unidos no fim do século 19 e foi introduzido efetivamente no Brasil há 17 anos. Além da alta capacidade genética para sobrevivência, a raça também é conhecida pela docilidade
Fonte: Jornal Correio de Uberlândia - on line.
Segundo Marcelo Barbosa Bezerra, professor da Ufersa e médico veterinário, a experiência poderá prover a raça ideal a ser criada em um ambiente que conta com baixa umidade e longos períodos de seca. “Fomos procurados pelo criatório, que tem terras no Rio Grande do Norte, e resolvemos aceitar o desenvolvimento de um modelo experimental de procriação”, disse.
Representantes da África do Sul e da Namíbia, que buscam soluções para o déficit de produção alimentícia no continente africano, também se interessaram em acompanhar a experiência e, caso os resultados se mostrem positivos, levarão a raça para os respectivos países.
O gado Brahman, que está presente em 70 países, é usado tanto para corte, sendo que o aproveitamento da carcaça se aproxima a 55%, como para produção leiteira a partir de cruzamento com, principalmente, a raça Holandesa.
Nos seis últimos anos, a população de Brahman registrou um crescimento de 45% no Brasil, um aumento proporcional superior às duas maiores raças (Nelore e Angus). Dados da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) estimam que haja, atualmente, 192 mil cabeças do bovino no Brasil.
Secretaria vai divulgar raça entre pecuaristas
A Secretaria de Agropecuária e Abastecimento de Uberlândia estuda viabilizar uma parceria com o criatório do boi Brahman para difundir a cultura da raça nas propriedades rurais do município. Hoje, estima-se que haja somente dois criatórios na cidade. Segundo a secretária Walkiria Borges Naves, o trabalho seria focado em gado de corte, já que a linhagem do boi se apresenta, atualmente, como uma das mais lucrativas.
Segundo pesquisas, o Brahman tem precocidade de crescimento, podendo ser abatido numa média de 28 meses de vida, enquanto o restante das raças permeia a média de 37,5 meses. Esse fator, aliado à menor emissão de metano emitido, torna a produção sustentável e diminui os gastos. “Estamos analisando ainda como seria a parceria, como forma de estimular a economia pecuária local”, disse a secretária.
HISTÓRIA
Resultado do cruzamento de, pelo menos, outras quatro raças (Gir, Nelore, Guzerá e Krishna), o Brahman surgiu nos Estados Unidos no fim do século 19 e foi introduzido efetivamente no Brasil há 17 anos. Além da alta capacidade genética para sobrevivência, a raça também é conhecida pela docilidade
Fonte: Jornal Correio de Uberlândia - on line.
terça-feira, 5 de julho de 2011
As festanças e os causos do mês de junho
Acabou o mês de junho, o melhor do ano para quem gosta das “coisas do interior”. Ou melhor, da “roça” mesmo. Os três santos, Antônio, João e Pedro são comemorados com fogueiras, foguetes e muitas festas. Tem muita canjica, quentão fogueira, forró e muitos “causos”.
O primeiro é o mais querido das mulheres, porque é quem “arranja” os casamentos. Dizem que se a mulher ferver uma imagem de Santo Antônio
na água de fazer o café para o noivo, o rapaz não tem outra saída. Casa mesmo. Mas Pedro também tem seu poder. E como tem. Afinal, ele é lembrando não só por causa das festividades no dia 29 de junho, mas também por ser o porteiro do Céu.
E o João, não tem valor? Tem sim. Ele é também muito homenageado no interior do País. Aliás, tem cada “causo” sobre a fogueira de São João... Na festa, quando vai chegando à madrugada e todos já bem “animados” com os muuuuuuitos quentões tomados, há quem diga que se a pessoa tiver muita fé, pode passar descalço em cima das brasas da fogueira.
Bom. Eu nunca tive fé para isso, mas já conheci gente que teve. Melhor não dizer como os pés deles ficaram. Senão vão dizer que eles não têm fé. Ah, o povo diz também que se for à beira do rio, na “manhecida” do dia de São João, de 24 para 25, e não conseguir ver a sombra das duas orelhas refletidas na água é porque o sujeito não chegará ao São João do próximo ano. Cruz Credo!
Fonte: Palavra Rural
Cuidado com o canto da “coã”

A Acauã é um pássaro parecido com um gavião, e ocorre em várias regiões do Brasil. No Norte de Minas Gerais, acredita-se que quando ela canta está agourando alguém. A infeliz pessoa agourada, segundo a crença, não dura muito tempo.
O que se diz é que quando a “coã”, como é chamada na região, canta fatalmente alguém ali por perto morre no dia ou morrerá em breve.
Quem acredita no agouro da “coã”, não hesita em dizer nos velórios: "também, do jeito que tinha 'coã' cantando...”
Para quem não acredita, o argumento é forte. “Oras, quase todos os dias morre alguém, ‘coã’ cantando ou não”. Então ela é um pássaro que tem seu canto característico como qualquer outro. Pode concluir os que não acreditam na tal “coã”.
Verdade ou não quanto ao agouro do pobre pássaro, o certo é que como se diz lá pras bandas do Norte de Minas: “O feitiço está virando contra o feiticeiro”.
Em tempos em que os pássaros de belos cantos e muito admirados estão ameaçados, imagine para quem carrega a fama de ser agourenta e de ser tão odiada pelos sertanejos que acreditam em sua maldição?
Certo também é que quase não se ouve mais o canto da “coã” pelas matas daquela região. Estaria a pobre acauã passando de agourenta a agourada?
Fonte: Palavra Rural
A foto acima foi extraída do link: www.flickr.com/photos/flavioalvarenga/3057905265/
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Agricultores em extrema pobreza vão receber verbas do Plano Brasil sem Miséria
Uma das metas do Plano Brasil sem Miséria para a zona rural é o pagamento de R$ 2,4 mil, por família, ao longo de dois anos, para agricultores em situação de extrema pobreza atendidos pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A finalidade é apoiar a produção e a comercialização excedente de alimentos. O pagamento será efetuado por meio do cartão do Bolsa Família.
O programa prevê aumentar de 66 mil para 255 mil, até 2014, o número de agricultores familiares em situação de extrema pobreza atendidos pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Esses agricultores também terão o acesso à assistência técnica ampliado com a disponibilidade de uma equipe de 11 técnicos para cada mil famílias. Um total de 253 mil famílias receberão sementes, adubos e fertilizantes.
“O meio rural concentra o maior índice de pobreza. Um em cada quatro dos que vivem no meio rural são extremamente pobres. Serão acompanhadas 250 mil famílias e esses R$ 2,4 mil por família permitirá investimentos em organização da propriedade. Eles também receberão sementes da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)”, disse a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello. Segundo a ministra, outra meta é aumentar a compra de produtos desses agricultores por parte de estabelecimentos privados, como supermercados.
Análise
O que não pode é um programa com tamanha boa intenção e que tem potencial de grande alcance ser desvirtuado de seu objetivo. O que se tem visto, por meio de denúncias da e na imprensa, nos programas sociais dos governos, tanto municipais, quanto estaduais e federal é o uso das verbas de forma a privilegiar apadrinhados políticos.
Neste caso, antes de culpar o governo por uma possível falta de fiscalização, é preciso que as pessoas entendam que, como diz o próprio nome do programa Brasil sem Miséria, a intenção é erradicar a miséria que tanto envergonha o país e não conceder privilégios.
Fonte: Matéria de Yara Aquino e Daniella Jinkings repórteres da Agência Brasil
O programa prevê aumentar de 66 mil para 255 mil, até 2014, o número de agricultores familiares em situação de extrema pobreza atendidos pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Esses agricultores também terão o acesso à assistência técnica ampliado com a disponibilidade de uma equipe de 11 técnicos para cada mil famílias. Um total de 253 mil famílias receberão sementes, adubos e fertilizantes.
“O meio rural concentra o maior índice de pobreza. Um em cada quatro dos que vivem no meio rural são extremamente pobres. Serão acompanhadas 250 mil famílias e esses R$ 2,4 mil por família permitirá investimentos em organização da propriedade. Eles também receberão sementes da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)”, disse a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello. Segundo a ministra, outra meta é aumentar a compra de produtos desses agricultores por parte de estabelecimentos privados, como supermercados.
Análise
O que não pode é um programa com tamanha boa intenção e que tem potencial de grande alcance ser desvirtuado de seu objetivo. O que se tem visto, por meio de denúncias da e na imprensa, nos programas sociais dos governos, tanto municipais, quanto estaduais e federal é o uso das verbas de forma a privilegiar apadrinhados políticos.
Neste caso, antes de culpar o governo por uma possível falta de fiscalização, é preciso que as pessoas entendam que, como diz o próprio nome do programa Brasil sem Miséria, a intenção é erradicar a miséria que tanto envergonha o país e não conceder privilégios.
Fonte: Matéria de Yara Aquino e Daniella Jinkings repórteres da Agência Brasil
terça-feira, 31 de maio de 2011
Pequenos produtores de 7 estados avaliam impacto do Código Florestal
A Câmara dos Deputados aprovou o novo Código Florestal na terça-feira (24). Durante uma semana, o G1 ouviu pequenos produtores em sete estados (Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Bahia) . Pontos que já motivam debates entre senadores e líderes do governo também causam preocupação entre os produtores. Nas reportagens (veja abaixo e ao lado), eles avaliam os possíveis impactos da nova lei em suas atividades.
O Código Florestal é a legislação que estipula regras para a preservação ambiental em propriedades rurais e define o quanto deve ser preservado pelos produtores. O código atual é de 1965. Entre outras regras, o Novo Código prevê dois mecanismos de proteção ao meio ambiente.
O primeiro são as chamadas áreas de preservação permanente (APPs), locais como margens de rios, topos de morros e encostas, que são considerados frágeis e devem ter a vegetação original protegida. Há ainda a reserva legal, área de mata nativa que não pode ser desmatada dentro das propriedades rurais.
No Senado, itens podem ser alterados. Caso haja mudança em relação ao texto aprovado na Câmara, os deputados voltam a analisar o texto. Depois, o código vai à sanção da presidente Dilma Rousseff, que pode vetar o texto parcial ou integralmente.
PARANÁ - Na Região Metropolitana de Curitiba, um produtor conseguiu unir a preservação determinada pelo Código Florestal vigente a produção. José Ari da Silva produz cinco tipos de alface, brócolis e couve-flor. "Quando mais se planta, mais se ganha. Mas aqui ninguém quer ficar rico", diz José sobre a reserva legal de 20% que mantém em seu terreno. Leia mais
SÃO PAULO - Um ponto do Código Florestal que deverá causar impacto no estado de São Paulo é a proposta de isentar de recomposição da reserva legal as propriedades rurais de até quatro módulos fiscais. Se for aprovada, colocará a fazenda do produtor Rodrigo Immediato dentro da lei. Ele cria 130 cabeças de gado leiteiro numa área de 50 hectares na região de Pindamonhangaba. “Essa propriedade está com a minha família desde a época do café. Falar em reserva legal é difícil. Não era uma mentalidade da época”, diz. Leia mais
RIO DE JANEIRO - Em Maricá, no Rio de Janeiro, pequenos produtores, que utilizam suas propriedades para plantar aipim, banana, limão, milho e algumas hortaliças, reconhecem que a preservação da floresta é fundamental para garantir o sustento de suas famílias com o cultivo de produtos de qualidade para comercialização no mercado local. "A gente aqui não deixa ninguém desmatar. Somos fiscais voluntários desse espaço", diz José Milton dos Santos, produtor da região de Espraiado. Leia mais
MINAS GERAIS - O agricultor Luiz da Silva Filho retira o sustento da família de canteiros de brócolis, cebolinha e salsinha de sua propriedade na zona rural de Sarzedo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. "Fui regularizar [o uso da água] e pediram para preservar 20% da área. O impacto é grande para mim e isso não daria retorno", afirmou, dizendo que a área de reserva legal prejudicaria a renda da família. Filho explica que não é contra a recomposição da vegetação nativa, mas diz que sem incentivo não conseguiria fazer o replantio. Leia mais
BAHIA - Pequeno produtor rural do povoado de Conchas, no distrito de Maniçoba, na Bahia, Bertulino diz que acompanha as discussões sobre o novo Código Florestal e há cinco anos reserva 50 metros da sua área, partindo da margem do rio, para preservação. "Converso muito com meus vizinhospara eles também preservarem, mas dizem que sou doido", conta Bertulino. Leia mais
MATO GROSSO - Dono de uma propriedade de 780 hectares em Sapezal (MT), o agricultor Jose Guarino Fernandes acredita que o código florestal será benéfico ao produtor, porque servirá para consolidar as áreas que já estão desmatadas e são produtivas. Ele diz que não vai se beneficiar, pois mantém as áreas de reservas exigidas por lei. Fernandes conta que utiliza 500 hectares para o plantio de soja e pastagem, outros 90 pertencem a uma APP e 190 são área de reserva legal. Leia mais
MATO GROSSO DO SUL - Hidenori Kudo cultiva arroz, mandioca, cana, eucalipto e milho em uma propriedade de 1.200 hectares, no município de Dourados (MS). Em sua propriedade, Kudo tem 120 hectares de reserva legal, 150 hectares de uma Área de Proteção Permanente (APP) e ainda uma área não contabilizada de mata ciliar. "Acho que as áreas de APP têm de ser incluídas na conta da reserva legal, se não pode inviabilizar a atividade", afirma
Fonte: g1.com.br
O Código Florestal é a legislação que estipula regras para a preservação ambiental em propriedades rurais e define o quanto deve ser preservado pelos produtores. O código atual é de 1965. Entre outras regras, o Novo Código prevê dois mecanismos de proteção ao meio ambiente.
O primeiro são as chamadas áreas de preservação permanente (APPs), locais como margens de rios, topos de morros e encostas, que são considerados frágeis e devem ter a vegetação original protegida. Há ainda a reserva legal, área de mata nativa que não pode ser desmatada dentro das propriedades rurais.
No Senado, itens podem ser alterados. Caso haja mudança em relação ao texto aprovado na Câmara, os deputados voltam a analisar o texto. Depois, o código vai à sanção da presidente Dilma Rousseff, que pode vetar o texto parcial ou integralmente.
PARANÁ - Na Região Metropolitana de Curitiba, um produtor conseguiu unir a preservação determinada pelo Código Florestal vigente a produção. José Ari da Silva produz cinco tipos de alface, brócolis e couve-flor. "Quando mais se planta, mais se ganha. Mas aqui ninguém quer ficar rico", diz José sobre a reserva legal de 20% que mantém em seu terreno. Leia mais
SÃO PAULO - Um ponto do Código Florestal que deverá causar impacto no estado de São Paulo é a proposta de isentar de recomposição da reserva legal as propriedades rurais de até quatro módulos fiscais. Se for aprovada, colocará a fazenda do produtor Rodrigo Immediato dentro da lei. Ele cria 130 cabeças de gado leiteiro numa área de 50 hectares na região de Pindamonhangaba. “Essa propriedade está com a minha família desde a época do café. Falar em reserva legal é difícil. Não era uma mentalidade da época”, diz. Leia mais
RIO DE JANEIRO - Em Maricá, no Rio de Janeiro, pequenos produtores, que utilizam suas propriedades para plantar aipim, banana, limão, milho e algumas hortaliças, reconhecem que a preservação da floresta é fundamental para garantir o sustento de suas famílias com o cultivo de produtos de qualidade para comercialização no mercado local. "A gente aqui não deixa ninguém desmatar. Somos fiscais voluntários desse espaço", diz José Milton dos Santos, produtor da região de Espraiado. Leia mais
MINAS GERAIS - O agricultor Luiz da Silva Filho retira o sustento da família de canteiros de brócolis, cebolinha e salsinha de sua propriedade na zona rural de Sarzedo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. "Fui regularizar [o uso da água] e pediram para preservar 20% da área. O impacto é grande para mim e isso não daria retorno", afirmou, dizendo que a área de reserva legal prejudicaria a renda da família. Filho explica que não é contra a recomposição da vegetação nativa, mas diz que sem incentivo não conseguiria fazer o replantio. Leia mais
BAHIA - Pequeno produtor rural do povoado de Conchas, no distrito de Maniçoba, na Bahia, Bertulino diz que acompanha as discussões sobre o novo Código Florestal e há cinco anos reserva 50 metros da sua área, partindo da margem do rio, para preservação. "Converso muito com meus vizinhospara eles também preservarem, mas dizem que sou doido", conta Bertulino. Leia mais
MATO GROSSO - Dono de uma propriedade de 780 hectares em Sapezal (MT), o agricultor Jose Guarino Fernandes acredita que o código florestal será benéfico ao produtor, porque servirá para consolidar as áreas que já estão desmatadas e são produtivas. Ele diz que não vai se beneficiar, pois mantém as áreas de reservas exigidas por lei. Fernandes conta que utiliza 500 hectares para o plantio de soja e pastagem, outros 90 pertencem a uma APP e 190 são área de reserva legal. Leia mais
MATO GROSSO DO SUL - Hidenori Kudo cultiva arroz, mandioca, cana, eucalipto e milho em uma propriedade de 1.200 hectares, no município de Dourados (MS). Em sua propriedade, Kudo tem 120 hectares de reserva legal, 150 hectares de uma Área de Proteção Permanente (APP) e ainda uma área não contabilizada de mata ciliar. "Acho que as áreas de APP têm de ser incluídas na conta da reserva legal, se não pode inviabilizar a atividade", afirma
Fonte: g1.com.br
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