Esta página tem o objetivo de contribuir para a difusão de informações sobre a cultura do meio rural. A intenção não é ser uma referência em “furos jornalísticos”, mas divulgar as riquezas culturais e naturais que ainda não conseguiram espaço na grande mídia. Seja produção própria ou compilação junto a outros veículos, que terão a fonte devidamente citada, PALAVRA RURAL trará também informações importantes ao homem do campo e a todos que se interessam pelas coisas do meio rural.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Embrapa indica a cultivar do feijão preto BRS Esplendor para o produtor
Muito apreciado na culinária brasileira, o feijão está presente em todos os estados da Federação em feijoadas, combinado com o arroz, em sopas, no famoso acarajé da Bahia, entre vários outros alimentos. Assim, essa leguminosa oferece proteínas, ferro e fibras à grande maioria da população do nosso País.
Diferente da proteína animal, o feijão não possui todos os aminoácidos essenciais que o corpo requer. Mas isso não é problema, já que os aminoácidos ausentes podem ser encontrados se combinado com outros alimentos. Um exemplo de combinação perfeita de aminoácidos é o arroz com feijão - o aminoácido metionina está presente em boa quantidade no arroz, porém é escasso no feijão. Já a lisina está em peso no feijão e não no arroz. Assim, juntos na mesma refeição, esses aminoácidos se unem, gerando importantes proteínas para a alimentação humana.
Além disso, o feijão contém ferro, vitaminas do complexo B, molibdênio, ácido fólico, fibras e demais minerais fundamentais para o bom funcionamento do organismo. É responsável por conter o aumento repentino das taxas de açúcar e insulina no sangue, esse efeito ocorre porque as fibras solúveis do feijão absorvem água no estômago formando uma espécie de gel que retarda o metabolismo de carboidratos.
Condições de mercado - Após o período de seca no Sul e o excesso de chuva no Sudeste, o que afetou regiões produtoras, o preço do feijão alcançou preços bastante remunerativos para o agricultor. Essa condição de mercado, por exemplo, no Mato Grosso do Sul aumentou substancialmente os preços da saca de 60 quilos. Contudo, nos supermercados desse estado, o consumo permaneceu praticamente inalterado. Mesmo com o preço mais alto, o consumidor não abre mão do feijão no prato do dia-a-dia.
Indicação da Embrapa - Estimulando cada vez mais a demanda existente no nosso País por esse produto, e tendo em vista as atuais condições favoráveis para os produtores rurais, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, disponibiliza para os produtores de sementes a cultivar de feijão BRS Esplendor.
BRS Esplendor - É uma cultivar do grupo preto, testada em 147 ambientes. Apresenta ciclo de 85 a 90 dias da emergência à maturação fisiológica, alto potencial produtivo (7,5% superior às melhores testemunhas, podendo ultrapassar quatro toneladas por hectare) e arquitetura de plantas ereta. É resistência ao acamamento (adaptada à colheita mecânica direta), ao mosaico-comum e a nove raças de fungos causadores da antracnose, além de apresentar tolerância à murcha de fusário e ao crestamento bacteriano comum.
Fonte: Assessoria de imprensa da Embrapa – texto e foto
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Feira vai movimentar a cadeia da cafeicultura no sul de MG
A COOXUPE, maior cooperativa de produtores de café do Brasil pretende reunir cerca de 15 mil pessoas em 3 dias, para conferir as novidades do setor tanto em máquinas e equipamentos, quanto em insumos e implementos. No dia 1º de fevereiro, Carlos Paulino, presidente da COOXUPE abriu oficialmente o evento, falando da importância do desenvolvimento da sustentabilidade no setor. Paulino ressaltou ainda o bom momento que a safra de café passa no Brasil. “Após 10 anos difíceis para o produtor, tivemos um ano muito positivo em 2011 e o mercado se equilibrou”, disse. Reflexo disso é também a proporção que a feira tomou neste ano: a FEMAGRI praticamente dobrou de tamanho com relação à sua última edição, em 2010, tendo recorde de expositores, que esperam negociar cerca de 25 milhões nos três dias de evento.
“O produtor que não aplicar tecnologia no campo, vai ficar para trás”, explicou Paulino que também destacou a questão da sustentabilidade no campo e o papel da FEMAGRI no sentido de apresentar soluções para os produtores otimizarem seus resultados e, se tornarem, cada vez mais, ambientalistas. “Além da mecanização a sustentabilidade também é o foco da FEMAGRI. O produtor rural é um ambientalista e não vai adiantar ser forte se não for sustentável”.
São mais de 100 expositores na Feira que segue até sexta-feira, dia 03. Uma Fazenda Experimental com mais de 1.700 metros quadrados foi montada para demonstrações. Além disso, um espaço ficará inteiramente dedicado às plantas de cobertura com a apresentação de espécies leguminosas e gramíneas mais adequadas para o manejo racional: proteção, melhoria e recuperação do solo.
A COOXUPE
A origem da Cooxupé data de 1932, com a fundação de uma Cooperativa de Crédito Agrícola, transformada em 1957 em Cooperativa de Cafeicultores. Em 2012, a Cooxupé completará 80 anos de cooperativismo e 55 anos em atividades de recebimento, processamento e comercialização de café.
Atualmente conta com cerca de 12.000 cooperados e 1900 colaboradores, recebendo café produzido em mais de 200 municípios localizados nas regiões Sul de Minas, Alto Paranaíba (Cerrado Mineiro) e Vale do Rio Pardo, no estado de São Paulo.
A FEMAGRI é realizda na Av. Vereador Nelson Elias, 1.300 B Bairro Japy, Guaxupé/MG / (próximo à Torrefação Cooxupé)
Data: 1 a 3 de fevereiro
Horário de funcionamento: Das 8h às 18 horas
Entrada gratuita
(Com informações da assessoria de imprensa do evento,a Phábrica de Ideias.
“O produtor que não aplicar tecnologia no campo, vai ficar para trás”, explicou Paulino que também destacou a questão da sustentabilidade no campo e o papel da FEMAGRI no sentido de apresentar soluções para os produtores otimizarem seus resultados e, se tornarem, cada vez mais, ambientalistas. “Além da mecanização a sustentabilidade também é o foco da FEMAGRI. O produtor rural é um ambientalista e não vai adiantar ser forte se não for sustentável”.
São mais de 100 expositores na Feira que segue até sexta-feira, dia 03. Uma Fazenda Experimental com mais de 1.700 metros quadrados foi montada para demonstrações. Além disso, um espaço ficará inteiramente dedicado às plantas de cobertura com a apresentação de espécies leguminosas e gramíneas mais adequadas para o manejo racional: proteção, melhoria e recuperação do solo.
A COOXUPE
A origem da Cooxupé data de 1932, com a fundação de uma Cooperativa de Crédito Agrícola, transformada em 1957 em Cooperativa de Cafeicultores. Em 2012, a Cooxupé completará 80 anos de cooperativismo e 55 anos em atividades de recebimento, processamento e comercialização de café.
Atualmente conta com cerca de 12.000 cooperados e 1900 colaboradores, recebendo café produzido em mais de 200 municípios localizados nas regiões Sul de Minas, Alto Paranaíba (Cerrado Mineiro) e Vale do Rio Pardo, no estado de São Paulo.
A FEMAGRI é realizda na Av. Vereador Nelson Elias, 1.300 B Bairro Japy, Guaxupé/MG / (próximo à Torrefação Cooxupé)
Data: 1 a 3 de fevereiro
Horário de funcionamento: Das 8h às 18 horas
Entrada gratuita
(Com informações da assessoria de imprensa do evento,a Phábrica de Ideias.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Agricultor familiar com perda total terá 100% do financiamento coberto por seguro
Para apoiar os agricultores atingidos pela estiagem na região Sul do Brasil, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA) adotará medidas de crédito, seguro e apoio à produção como parte do conjunto de ações do Governo Federal.
Em coletiva realizada nesta quinta-feira (12), em Brasília, o ministro Afonso Florence reforçou que o ministério já desenvolve ações preventivas relacionadas à produção da agricultura familiar com o Seguro da Agricultura Familiar (SEAF). Na região Sul, já são mais 390 mil contratos segurados pelo Seguro da Agricultura Familiar (SEAF) na safra 2011-2012, o que corresponde a um valor de mais de R$ 3,1 bilhões segurados. Em todo o Brasil, o número de contratos financiados para custeio agrícola pelo Pronaf ultrapassa os 639 mil. Esses são os números referentes ao mês de janeiro, da safra 2011-2012, ainda em curso.
O ministro anunciou que os contratos do Pronaf tanto de custeio já renegociados quanto de investimento e custeio da safra 2011-2012 terão seus prazos de pagamento prorrogados até 31 de julho de 2012 para os municípios atingidos pela estiagem nos estados do Sul. Com o SEAF e outros subsídios, o governo federal tem mais de 85% do crédito de custeio na região afetada pela estiagem coberto com seguro agrícola.
"Até o momento, foram feitas 19 mil notificações de perdas. Na hipótese de chegarmos a 100 mil contratos com perdas, haverá necessidade de um valor da ordem de R$ 680 milhões. O valor vai variar de acordo com o número de notificações e o total de perdas apuradas na visita técnica à unidade produtiva rural", observa o ministro.
O MDA está priorizando os laudos individuais, ou seja, os técnicos estão apurando a perda efetiva de cada produtor. Em caso de perda total, o seguro garante 100% do financiamento e um adicional de até R$ 3.500,00 por produtor.
Medidas
Para os agricultores dos municípios atingidos cuja renda de soja, milho e feijão seria utilizada para pagar o crédito rural, será proposto no Conselho Monetário Nacional que seja prorrogado para 31 de julho as parcelas com vencimento entre janeiro de 2012 e 30 de junho de 2012 de operações de custeio prorrogados de safras anteriores e as de créditos de investimento e de custeio da safra atual (2011-2012).
Para operações com seguro, o prazo vai viabilizar a elaboração de laudos de perda, permitindo a cobertura do seguro. Já para as operações sem seguro, o prazo de 31 de julho vai permitir a elaboração de laudos técnicos necessários para a renegociação das dívidas de produtores que tiveram perdas superiores a 30%. A partir dos laudos técnicos, os agricultores poderão renegociar operações de crédito de custeio da safra atual (11-12). Também poderão prorrogar para um ano após a última parcela prevista no contrato, as parcelas com vencimento em 2012 de operações de custeio já prorrogadas em safras anteriores.
O MDA, juntamente com os demais ministérios que integram as ações do governo para o Sul, também está estruturando um programa de venda de milho para alimentação animal, para atender agricultores familiares nos municípios que decretaram estado de emergência em decorrência da estiagem. As quantidades por produtor e os preços de venda serão definidos nos próximos dias. A medida evitará que falte alimentação para os animais.
Para o setor de produção leiteira, será garantido o acesso a grãos (trigo e milho) para o suprimento nutricional para o gado leiteiro. "Para o produtor de leite vamos comprar grãos e revender a preços subsidiados garantindo a nutrição animal e a continuidade da produção leiteira", disse o ministro Afonso Florence.
Agrolink e Portal do Ministério do Desenvolvimento Agrário
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Presidente da CNA destaca importância do Brasil como fornecedor mundial de alimento de qualidade e barato
A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, afirmou nessa terça-feira (4-10), em Bruxelas, na Bélgica, que a produção brasileira de grãos e de carnes precisará mais que dobrar até 2050, quando será preciso produzir alimento para uma população adicional de 2,3 bilhões de pessoas em todo o mundo, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O papel do Brasil nesse cenário é fundamental para garantir comida de qualidade e barata, que abasteça o mercado brasileiro e gere excedentes para exportação.
Durante o 5º Encontro Empresarial Brasil – União Européia, a senadora Kátia Abreu lembrou que os incrementos da produção nacional serão possíveis a partir de um quadro de segurança jurídica que garanta os investimentos necessários para o setor agropecuário e da adoção de tecnologias que aumentem a produtividade da agropecuária brasileira, sem a necessidade de abertura de novas áreas de produção. Lembrou, também, que a fome do mundo hoje é fruto da falta de renda e não da falta de alimentos. “As pessoas que passam fome hoje não têm renda suficiente para comprar alimentos”, afirmou.
Ao participar do painel “Oportunidades de Investimento”, a presidente da CNA lembrou que o novo Código Florestal brasileiro, que está sendo discutido no Senado, não permitirá o aumento do desmatamento. A nova legislação apenas regulariza a situação dos produtores rurais, que estão em situação irregular em função das constantes mudanças da lei ambiental. “Os produtores brasileiros ocupam apenas 27,7% do território nacional de 851 milhões de hectares com a produção de grãos, fibras e biocombustíveis e mantêm 61% do território preservado”, afirmou. A senadora Kátia Abreu afirmou que 70% da produção brasileira é destinada ao mercado interno e que 30% é exportada, vendas que fazem do Brasil um dos maiores exportadores de alimentos do mundo.
Para os empresários e autoridades do Brasil e da União Européia que participam do encontro, evento da Cúpula Brasil - União Européia, a presidente da CNA afirmou que o Brasil precisa, também, solucionar as deficiências de infraestrutura de transporte, especialmente na região do Arco Norte do País, que dificultam o escoamento e encarecem o frete do setor agropecuário. A senadora Kátia Abreu enfatizou, ainda, a importância do agronegócio para a economia brasileira e lembrou que o setor tem sido responsável pela manutenção do saldo positivo da balança comercial nos últimos 10 anos. Só em 2010, o saldo foi de US$ 20,3 bilhões.
A presidente da CNA destacou, também, as perspectivas de crescimento do setor sucroalcooleiro e da silvicultura, setores que também podem se desenvolver sem comprometer o meio ambiente. Explicou que, no caso da cana-de-açúcar, as áreas permitidas para o plantio estão distantes da Amazônia e que a expansão dos canaviais não representa nenhum risco à maior floresta tropical do mundo. A senadora Kátia Abreu acrescentou que o Brasil vai cumprir, 10 anos antes do previsto, a meta assumida, em 2009, pelo governo brasileiro junto à Organização das Nações Unidas (ONU), de reduzir o desmatamento em 80% até 2020. “Não há dúvidas de que o grande negócio do Brasil é alimentar as pessoas e preservar o meio ambiente”, finalizou.
Fonte: Ascom/CNA
Durante o 5º Encontro Empresarial Brasil – União Européia, a senadora Kátia Abreu lembrou que os incrementos da produção nacional serão possíveis a partir de um quadro de segurança jurídica que garanta os investimentos necessários para o setor agropecuário e da adoção de tecnologias que aumentem a produtividade da agropecuária brasileira, sem a necessidade de abertura de novas áreas de produção. Lembrou, também, que a fome do mundo hoje é fruto da falta de renda e não da falta de alimentos. “As pessoas que passam fome hoje não têm renda suficiente para comprar alimentos”, afirmou.
Ao participar do painel “Oportunidades de Investimento”, a presidente da CNA lembrou que o novo Código Florestal brasileiro, que está sendo discutido no Senado, não permitirá o aumento do desmatamento. A nova legislação apenas regulariza a situação dos produtores rurais, que estão em situação irregular em função das constantes mudanças da lei ambiental. “Os produtores brasileiros ocupam apenas 27,7% do território nacional de 851 milhões de hectares com a produção de grãos, fibras e biocombustíveis e mantêm 61% do território preservado”, afirmou. A senadora Kátia Abreu afirmou que 70% da produção brasileira é destinada ao mercado interno e que 30% é exportada, vendas que fazem do Brasil um dos maiores exportadores de alimentos do mundo.
Para os empresários e autoridades do Brasil e da União Européia que participam do encontro, evento da Cúpula Brasil - União Européia, a presidente da CNA afirmou que o Brasil precisa, também, solucionar as deficiências de infraestrutura de transporte, especialmente na região do Arco Norte do País, que dificultam o escoamento e encarecem o frete do setor agropecuário. A senadora Kátia Abreu enfatizou, ainda, a importância do agronegócio para a economia brasileira e lembrou que o setor tem sido responsável pela manutenção do saldo positivo da balança comercial nos últimos 10 anos. Só em 2010, o saldo foi de US$ 20,3 bilhões.
A presidente da CNA destacou, também, as perspectivas de crescimento do setor sucroalcooleiro e da silvicultura, setores que também podem se desenvolver sem comprometer o meio ambiente. Explicou que, no caso da cana-de-açúcar, as áreas permitidas para o plantio estão distantes da Amazônia e que a expansão dos canaviais não representa nenhum risco à maior floresta tropical do mundo. A senadora Kátia Abreu acrescentou que o Brasil vai cumprir, 10 anos antes do previsto, a meta assumida, em 2009, pelo governo brasileiro junto à Organização das Nações Unidas (ONU), de reduzir o desmatamento em 80% até 2020. “Não há dúvidas de que o grande negócio do Brasil é alimentar as pessoas e preservar o meio ambiente”, finalizou.
Fonte: Ascom/CNA
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Trator com controle remoto pode dar precisão ao campo
Os fabricantes de equipamentos agrícolas estão explorando uma nova fronteira: a agricultura sem o agricultor.
A Kinze Manufacturing Inc. e a Jaybridge Robotics estão desenvolvendo uma tecnologia que permitirá que tratores sejam operados sem ninguém atrás do volante. Outros fabricantes de equipamentos, tais como a Case IH, exploram maneiras de automatizar o trabalho agrícola.
Nos últimos dez anos, o trabalho de adivinhação ligado ao plantio e à colheita de milho, trigo e outras culturas foi sendo eliminado por meio de sistemas precisos guiados por satélite, que podem ajudar a gerenciar cada polegada de uma propriedade, garantindo eficiência e ajudando-o a evitar erros que possam prejudicar a produção.
O plantador autônomo desenvolvido pela Kinze e Jaybridge Robotics chegará ao mercado no início de 2012.
Ainda assim, à medida que as propriedades agrícolas se expandem, os produtores se encontram sob maior pressão para encontrar mão de obra qualificada. O foco em sistemas de precisão tem aumentado à medida que sobem os preços de cultivo e os custos de fertilizantes se tornam mais voláteis.
Os agricultores necessitam de condições ideais para o plantio e a colheita. Especialmente nas regiões sub-tropicais, as temperaturas e a umidade do solo muitas vezes só são ideais para o plantio durante um curto espaço de tempo e conseguir semear a terra ou fazer a colheita na hora certa é um desafio.
A falta de tempo muitas vezes é agravada pela escassez de mão de obra que pode ocorrer durante os períodos de plantio e colheita, quando os agricultores mais precisam de ajuda. Alguns proprietários rurais também relutam em entregar a trabalhadores com pouca experiência equipamentos que podem custar mais de US$ 500.000
A Kinze, empresa do Estado agrícola de Iowa, com a ajuda de Jaybridge Robotics, de Massachusetts, está desenvolvendo dois produtos destinados a reduzir as pressões de tempo e mão de obra que os agricultores podem enfrentar.
O semeador autônomo da Kinze determina a rota mais eficiente para o plantio de um campo para logo fazer a semeadura sem a necessidade de um motorista. Um sistema de sensores garante que o trator não passe sobre qualquer obstáculo inesperado, como um poste ou um animal solto. A tecnologia tornou-se viável para a agricultura graças a seu crescente uso pela indústria de automóveis, o que baixou os custos.
Para a colheita, o agricultor ainda tem de operar uma colheitadeira, mas a carreta posicionada ao lado dela para receber os grãos é autônoma. A carreta mantém o ritmo da colheitadeira, e uma vez repleta, se dirige a um caminhão esperando à margem do campo que está sendo colhido. O agricultor precisaria de duas pessoas, em vez de três, para a colheita de grãos.
A Kinze, uma empresa de capital fechado com cerca de 650 funcionários, fabrica carretas de grãos e plantadeiras, mas não tratores. Os equipamentos autônomos serão adaptados para um trator.
Embora em tese os agricultores poderiam programar o plantador autônomo e ir para casa, um cenário mais provável é que o produtor rural use vários plantadores de uma só vez, monitorando de longe todos eles, diz Jeremy Brown, diretor de operações da Jaybridge.
"É um equipamento grande e caro, acho que os agricultores vão preferir ficar por perto", diz.
A Kinze e a Jaybridge estão trabalhando rapidamente para comercializar o equipamento, e a tecnologia deve chegar ao mercado no início do próximo ano, disse Susanne Kinzenbaw Veatch, gerente de marketing da Kinze. A Kinze não revelou preços potenciais para o equipamento.
Nos Estados Unidos, os agricultores estão cada vez mais contando com a tecnologia de precisão, que ajuda a assegurar que os campos recebam a quantidade certa de sementes e fertilizantes para limitar o desperdício e produzir a maior safra possível. Os agricultores podem agora acompanhar a aplicação de fertilizantes e problemas com o equipamento através de smartphones. Atualmente, a maior parte do plantio já é guiada por sistemas de posicionamento global, ou GPS.
Fonte: Ian Berry/WSJ
A Kinze Manufacturing Inc. e a Jaybridge Robotics estão desenvolvendo uma tecnologia que permitirá que tratores sejam operados sem ninguém atrás do volante. Outros fabricantes de equipamentos, tais como a Case IH, exploram maneiras de automatizar o trabalho agrícola.
Nos últimos dez anos, o trabalho de adivinhação ligado ao plantio e à colheita de milho, trigo e outras culturas foi sendo eliminado por meio de sistemas precisos guiados por satélite, que podem ajudar a gerenciar cada polegada de uma propriedade, garantindo eficiência e ajudando-o a evitar erros que possam prejudicar a produção.
O plantador autônomo desenvolvido pela Kinze e Jaybridge Robotics chegará ao mercado no início de 2012.
Ainda assim, à medida que as propriedades agrícolas se expandem, os produtores se encontram sob maior pressão para encontrar mão de obra qualificada. O foco em sistemas de precisão tem aumentado à medida que sobem os preços de cultivo e os custos de fertilizantes se tornam mais voláteis.
Os agricultores necessitam de condições ideais para o plantio e a colheita. Especialmente nas regiões sub-tropicais, as temperaturas e a umidade do solo muitas vezes só são ideais para o plantio durante um curto espaço de tempo e conseguir semear a terra ou fazer a colheita na hora certa é um desafio.
A falta de tempo muitas vezes é agravada pela escassez de mão de obra que pode ocorrer durante os períodos de plantio e colheita, quando os agricultores mais precisam de ajuda. Alguns proprietários rurais também relutam em entregar a trabalhadores com pouca experiência equipamentos que podem custar mais de US$ 500.000
A Kinze, empresa do Estado agrícola de Iowa, com a ajuda de Jaybridge Robotics, de Massachusetts, está desenvolvendo dois produtos destinados a reduzir as pressões de tempo e mão de obra que os agricultores podem enfrentar.
O semeador autônomo da Kinze determina a rota mais eficiente para o plantio de um campo para logo fazer a semeadura sem a necessidade de um motorista. Um sistema de sensores garante que o trator não passe sobre qualquer obstáculo inesperado, como um poste ou um animal solto. A tecnologia tornou-se viável para a agricultura graças a seu crescente uso pela indústria de automóveis, o que baixou os custos.
Para a colheita, o agricultor ainda tem de operar uma colheitadeira, mas a carreta posicionada ao lado dela para receber os grãos é autônoma. A carreta mantém o ritmo da colheitadeira, e uma vez repleta, se dirige a um caminhão esperando à margem do campo que está sendo colhido. O agricultor precisaria de duas pessoas, em vez de três, para a colheita de grãos.
A Kinze, uma empresa de capital fechado com cerca de 650 funcionários, fabrica carretas de grãos e plantadeiras, mas não tratores. Os equipamentos autônomos serão adaptados para um trator.
Embora em tese os agricultores poderiam programar o plantador autônomo e ir para casa, um cenário mais provável é que o produtor rural use vários plantadores de uma só vez, monitorando de longe todos eles, diz Jeremy Brown, diretor de operações da Jaybridge.
"É um equipamento grande e caro, acho que os agricultores vão preferir ficar por perto", diz.
A Kinze e a Jaybridge estão trabalhando rapidamente para comercializar o equipamento, e a tecnologia deve chegar ao mercado no início do próximo ano, disse Susanne Kinzenbaw Veatch, gerente de marketing da Kinze. A Kinze não revelou preços potenciais para o equipamento.
Nos Estados Unidos, os agricultores estão cada vez mais contando com a tecnologia de precisão, que ajuda a assegurar que os campos recebam a quantidade certa de sementes e fertilizantes para limitar o desperdício e produzir a maior safra possível. Os agricultores podem agora acompanhar a aplicação de fertilizantes e problemas com o equipamento através de smartphones. Atualmente, a maior parte do plantio já é guiada por sistemas de posicionamento global, ou GPS.
Fonte: Ian Berry/WSJ
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Gado brahman será criado no nordeste
O gado da raça Brahman desenvolvido geneticamente no cerrado uberlandense será levado para a região semiárida do Brasil. Um convênio assinado, no último fim de semana, entre o criatório UberBrahman e a Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), de Mossoró (RN), permitirá que pesquisas sejam feitas no intuito de comprovar a alta performance do animal em relação à adaptação em condições climáticas adversas.
Segundo Marcelo Barbosa Bezerra, professor da Ufersa e médico veterinário, a experiência poderá prover a raça ideal a ser criada em um ambiente que conta com baixa umidade e longos períodos de seca. “Fomos procurados pelo criatório, que tem terras no Rio Grande do Norte, e resolvemos aceitar o desenvolvimento de um modelo experimental de procriação”, disse.
Representantes da África do Sul e da Namíbia, que buscam soluções para o déficit de produção alimentícia no continente africano, também se interessaram em acompanhar a experiência e, caso os resultados se mostrem positivos, levarão a raça para os respectivos países.
O gado Brahman, que está presente em 70 países, é usado tanto para corte, sendo que o aproveitamento da carcaça se aproxima a 55%, como para produção leiteira a partir de cruzamento com, principalmente, a raça Holandesa.
Nos seis últimos anos, a população de Brahman registrou um crescimento de 45% no Brasil, um aumento proporcional superior às duas maiores raças (Nelore e Angus). Dados da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) estimam que haja, atualmente, 192 mil cabeças do bovino no Brasil.
Secretaria vai divulgar raça entre pecuaristas
A Secretaria de Agropecuária e Abastecimento de Uberlândia estuda viabilizar uma parceria com o criatório do boi Brahman para difundir a cultura da raça nas propriedades rurais do município. Hoje, estima-se que haja somente dois criatórios na cidade. Segundo a secretária Walkiria Borges Naves, o trabalho seria focado em gado de corte, já que a linhagem do boi se apresenta, atualmente, como uma das mais lucrativas.
Segundo pesquisas, o Brahman tem precocidade de crescimento, podendo ser abatido numa média de 28 meses de vida, enquanto o restante das raças permeia a média de 37,5 meses. Esse fator, aliado à menor emissão de metano emitido, torna a produção sustentável e diminui os gastos. “Estamos analisando ainda como seria a parceria, como forma de estimular a economia pecuária local”, disse a secretária.
HISTÓRIA
Resultado do cruzamento de, pelo menos, outras quatro raças (Gir, Nelore, Guzerá e Krishna), o Brahman surgiu nos Estados Unidos no fim do século 19 e foi introduzido efetivamente no Brasil há 17 anos. Além da alta capacidade genética para sobrevivência, a raça também é conhecida pela docilidade
Fonte: Jornal Correio de Uberlândia - on line.
Segundo Marcelo Barbosa Bezerra, professor da Ufersa e médico veterinário, a experiência poderá prover a raça ideal a ser criada em um ambiente que conta com baixa umidade e longos períodos de seca. “Fomos procurados pelo criatório, que tem terras no Rio Grande do Norte, e resolvemos aceitar o desenvolvimento de um modelo experimental de procriação”, disse.
Representantes da África do Sul e da Namíbia, que buscam soluções para o déficit de produção alimentícia no continente africano, também se interessaram em acompanhar a experiência e, caso os resultados se mostrem positivos, levarão a raça para os respectivos países.
O gado Brahman, que está presente em 70 países, é usado tanto para corte, sendo que o aproveitamento da carcaça se aproxima a 55%, como para produção leiteira a partir de cruzamento com, principalmente, a raça Holandesa.
Nos seis últimos anos, a população de Brahman registrou um crescimento de 45% no Brasil, um aumento proporcional superior às duas maiores raças (Nelore e Angus). Dados da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) estimam que haja, atualmente, 192 mil cabeças do bovino no Brasil.
Secretaria vai divulgar raça entre pecuaristas
A Secretaria de Agropecuária e Abastecimento de Uberlândia estuda viabilizar uma parceria com o criatório do boi Brahman para difundir a cultura da raça nas propriedades rurais do município. Hoje, estima-se que haja somente dois criatórios na cidade. Segundo a secretária Walkiria Borges Naves, o trabalho seria focado em gado de corte, já que a linhagem do boi se apresenta, atualmente, como uma das mais lucrativas.
Segundo pesquisas, o Brahman tem precocidade de crescimento, podendo ser abatido numa média de 28 meses de vida, enquanto o restante das raças permeia a média de 37,5 meses. Esse fator, aliado à menor emissão de metano emitido, torna a produção sustentável e diminui os gastos. “Estamos analisando ainda como seria a parceria, como forma de estimular a economia pecuária local”, disse a secretária.
HISTÓRIA
Resultado do cruzamento de, pelo menos, outras quatro raças (Gir, Nelore, Guzerá e Krishna), o Brahman surgiu nos Estados Unidos no fim do século 19 e foi introduzido efetivamente no Brasil há 17 anos. Além da alta capacidade genética para sobrevivência, a raça também é conhecida pela docilidade
Fonte: Jornal Correio de Uberlândia - on line.
terça-feira, 5 de julho de 2011
As festanças e os causos do mês de junho
Acabou o mês de junho, o melhor do ano para quem gosta das “coisas do interior”. Ou melhor, da “roça” mesmo. Os três santos, Antônio, João e Pedro são comemorados com fogueiras, foguetes e muitas festas. Tem muita canjica, quentão fogueira, forró e muitos “causos”.
O primeiro é o mais querido das mulheres, porque é quem “arranja” os casamentos. Dizem que se a mulher ferver uma imagem de Santo Antônio
na água de fazer o café para o noivo, o rapaz não tem outra saída. Casa mesmo. Mas Pedro também tem seu poder. E como tem. Afinal, ele é lembrando não só por causa das festividades no dia 29 de junho, mas também por ser o porteiro do Céu.
E o João, não tem valor? Tem sim. Ele é também muito homenageado no interior do País. Aliás, tem cada “causo” sobre a fogueira de São João... Na festa, quando vai chegando à madrugada e todos já bem “animados” com os muuuuuuitos quentões tomados, há quem diga que se a pessoa tiver muita fé, pode passar descalço em cima das brasas da fogueira.
Bom. Eu nunca tive fé para isso, mas já conheci gente que teve. Melhor não dizer como os pés deles ficaram. Senão vão dizer que eles não têm fé. Ah, o povo diz também que se for à beira do rio, na “manhecida” do dia de São João, de 24 para 25, e não conseguir ver a sombra das duas orelhas refletidas na água é porque o sujeito não chegará ao São João do próximo ano. Cruz Credo!
Fonte: Palavra Rural
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